Cristiano Fukuyama / Acervo da Bola

O quadro Sócia Atleta encerra o ano de 2019 com a ilustríssima presença da zagueira Rafaelle Souza. A baiana, zagueira do clube chinês Changchun Volkswagen e atualmente servindo a Seleção Brasileira, esteve no CT Fazendão (Salvador) dias antes da final do Estadual Baiano.

Djailton Conceição (Sup. de Futebol) e Rafaelle Souza no Fazendão
Foto: Fernanda Barros / Turbilhão Feminino

Sua visita ao Fazendão coincidiu com a ida da nossa equipe para acompanhar o treino das Meninas de Aço, e claro não podíamos deixar passar a oportunidade de bater um papo super especial com ela. A jogadora esbanjou simpatia e atendeu prontamente.

Atualmente servindo a seleção, sua paixão pelo futebol começou desde os 6 anos, “meu primeiro presente foi uma bola de futebol, eu morava no interior da Bahia, sempre gostava de jogar na rua com os meninos, foi de criança, acho que é da cultura do brasileiro mesmo”, ressalta.

Fernando Frazão/Agência Brasil

Habilidosa e polivalente, Rafaelle jogou em diversas posições, mas começou a carreira no São Francisco do Conde (BA) atuando como Lateral Esquerda. “Fui Lateral durante muito tempo, joguei os Mundiais Sub-17 e Sub-20 na Lateral Esquerda, depois disso fui para os Estados Unidos onde fui Ponta Esquerda, que é uma meia aberta à esquerda. No Mundial do Canadá, mudei de posição porque a zagueira se machucou, acabei indo pra zaga e me dei bem lá, depois fui pra China como zagueira, mas sempre que o treinador precisa me coloca no ataque, jogo em todas as posições que precisar, quero ajudar meu time”, declara a atleta.

Quando perguntada sobre qual a maior dificuldade em ser jogadora atualmente, a zagueira baiana é incisiva: “A maior dificuldade é você além de ter que sair do Brasil pra conseguir viver do futebol, é a falta de visibilidade e reconhecimento comparado ao masculino”.

 

Mesmo distante do Brasil, ela tem acompanhado um pouco das competições no país e destacou a melhora significativa da modalidade, ressaltou ainda a  importância do investimento que vem sendo dado principalmente de clubes como o Bahia, mas não deixou de lembrar o quanto esse apoio pode e deve crescer mais e mais, “muita coisa precisa melhorar ainda, precisa de muito investimento, não só dos times, mas da CBF, pra divulgar, dar uma força ao futebol feminino e fazer com que isso cresça aqui no Brasil”.

Para finalizar, perguntei a Rafaelle a opinião dela sobre qual seria a grande diferença entre China e Brasil quando o assunto é futebol. Dá só uma olhada no que a fera disse:

“A China tem um calendário que é completo. O ano todo você tem competições, o ano todo você tá trabalhando, os times não param, aqui no Brasil eu vejo muitos times que só juntam quando tem uma competição ali, tem o Brasileiro, três meses se juntam pra fazer. Na China não, eles tem um calendário completo o ano todo, então estão sempre trabalhando, isso é muito bom para as atletas, tanto taticamente quanto fisicamente. Mas lá na China é um futebol diferente um pouco do Brasil, é um futebol mais técnico, mais tático, aqui no Brasil você tem jogadoras que se destacam, fazem um improviso, um lance legal que dificilmente aparece lá”.

Em tempo, agradeço a disponibilidade em ceder entrevista, não só a Rafaelle Souza, bem como todas as outras atletas. Quem em 2020 a equipe do Turbilhão Feminino possa continuar acompanhando cada uma de vocês e claro, as que estão por vir. Enquanto a próxima temporada não começar, iremos relembrar as entrevistas que passaram pelas redes sociais do Turbilhão Feminino no Futebol.

 

Edição: Fernanda Barros / @barrosfernandaoficial
Criadora e uma das Responsáveis do Turbilhão Feminino no Futebol

 

 

 

 

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