Foto: Anabela Brito Mendes

Contratada nesta temporada pelo E.C Bahia, a atacante Verena Amorim foi a primeira entrevistada da história do quadro Sócia Atleta. Em agosto de 2019, antes de seguir para o Valadares Gaia (Portugal) ela cedeu a entrevista, agora de volta ao futebol brasileiro a atleta relembra a passagem pelo futebol internacional e a emoção de vestir a camisa do tricolor baiano. Confira!

Turbilhão Feminino – Quando e como começou sua relação com o futebol?
VA – Sempre gostei de jogar, desde criança. Eu jogava em casa com meu irmão, na rua com os meninos e nas aulas de Educação física da escola. Quando tinha 19 anos eu fui fazer um teste no time feminino do Bahia, passei e ali começou minha carreira no futebol.

TFF – Quais dificuldades e preconceitos você já enfrentou?
VA – As dificuldades e preconceitos que sofri foi por querer jogar bola no meio de homens, eles achavam que eu não tinha capacidade de jogar com eles.

TFF – Como foi sua passagem pelo Vitória
VA – O E.C. Vitória durante 3 anos foi minha segunda casa. Meu primeiro título foi o Campeonato Baiano junto com o troféu de artilheira, depois desse Campeonato as portas foram se abrindo para mim, fui me destacando e tive a oportunidade de jogar a Série A1 do Campeonato Brasileiro, e me destaquei tendo feito 8 gols em 11 jogos.

TFF – Como foi a experiência no futebol internacional?
VA – Uma experiência única, pois sonhava em jogar na Europa e eu consegui realizar. Foi um desafio, lidar com a saudade, o clima e a distância, mas logo me adaptei.

TFF – Seleção Brasileira: sonha com e como você avalia a evolução?
VA – O sonho da convocação existe, sempre vou dar o meu melhor pra merecer vestir a amarelinha. Acho que ainda preciso melhorar mais e estou buscando isso. Estamos em uma evolução muito boa, tendo mais visibilidade e reconhecimento. Ganhamos uma esperança a mais, depois que a técnica Pia assumiu o comando da nossa Seleção!

TFF – O que mudou na Verena que conversou com nossa equipe no início do nosso trabalho?
VA – Sem dúvidas, a temporada fora do país contribuiu imensamente para o meu crescimento pessoal e profissional, a vivência com outra cultura e um diferente estilo de jogo me proporcionou uma visão amplificada do jogo como um todo. Sair da minha zona de conforto para alçar novos horizontes me tornou mais forte e cultivou em mim o desejo de melhorar ainda mais como atleta e em vários outros sentidos.

TFF – Porque optou por voltar ao futebol brasileiro e a emoção de voltar a vestir a camisa do Bahia.
VA – Resolvi voltar ao futebol brasileiro por três motivos: primeiro eu finalizei o meu ciclo no Valadares, onde contribuí positivamente para o crescimento do time durante a temporada e permanência na primeira liga de Portugal, senti que era a hora de fazer história e conquistar algo pelo meu time do coração, além do desejo de contribuir para o crescimento da modalidade no Brasil. Segundo: o projeto do E.C Bahia é muito interessante, sem falar da vontade em voltar a vestir o manto e representar o tricolor novamente! Estou doida para que essa pandemia acabe logo, o Campeonato volte, para finamente eu poder estrear com o manto do esquadrão, conseguir agradar e presentear a torcida e o clube com muitos gols e triunfos. E, por último, e não menos importante: por causa da família, foi minha primeira experiência longe de casa e estava com muitas saudades.

Edição: Fernanda Barros – @turbilhaofeminino

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