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@Resenhanarede

“Tenho muito orgulho de nós mulheres e em poder representar cada uma de nós quando conto minha história de vida”, afirma a boxeadora Renata Gouveia ao contar como o boxe transformou sua vida.

Os números relacionados a violência doméstica no Brasil aumentam a cada dia. As mulheres estão cada vez mais preocupadas com sua segurança, bem-estar e com a defesa pessoal.  Foi assim, que a atleta de 32 anos, Renata Gouveia construiu sua história no boxe, que apesar de  ser marcada por lágrimas, lhe entregou um propósito ainda maior e que hoje é motivo de orgulho e realizações. O esporte surgiu em sua vida para se proteger dos abusos sofridos no relacionamento e uma tentativa de feminicídio.

“O boxe chegou em minha vida devido eu ter sofrido agressões verbais e físicas de um ex companheiro, o qual me relacionei durante seis anos e cinco deles foram de muito sofrimento e terror. Sempre gostei de esportes, falaram para praticar o boxe porquê ao golpear o saco de pancadas imaginaria que fosse ele e seria uma forma de colocar para fora toda raiva”, conta.

A atleta revela que o boxe foi capaz de alterar hábitos e características psicológicas. “Aumentou minha autoestima, meu relacionamento com meus familiares, com amigos e principalmente comigo mesma, achei que seria difícil, mas me adaptei rapidamente, acho que devido eu ter começado a treinar e tão rapidamente em 4 meses fazer a primeira luta”, contou.

A COMPETIÇÃO

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A coragem levou Renata Gouveia a passar de praticante de boxe a uma atleta profissional, incentivada pelo seu treinador.  Mas, a vida de atleta profissional também é marcada por abdicações e não foi diferente com ela. “Minha filha ainda estava pequena e eu tinha que viajar muito e deixá-la com minha mãe. Muitas vezes deixei de passear, ir pra festas e tal, foi preciso abdicar de dois empregos pois não estava conseguindo ter o mesmo desempenho.

Dona de um currículo invejável, a pugilista já participou de nove campeonatos brasileiros, acumula 10 títulos baianos. E ela faz questão de destacar a sua competição mais marcante. “Foi em Mato Grosso do Sul, em 2016. Por ter ter tirado muito peso, juntamente com o frio, passei muito mal, tendo que ir toda entubada para o hospital com um quadro de hipotermia. Depois fiz uma grande luta e mesmo não saindo com a mão erguida, me senti vitoriosa, porque estava muito debilitada e ainda assim consegui ir até o fim, e ao término fomos aplaudidas pela excelente luta”, relembra.

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