Zebra? Sim, e com orgulho. FOTO: Reprodução

Caro leitor, é natural que nosso cérebro esqueça de nos lembrar de certos acontecimentos, sejam eles quais forem. Eu, por exemplo, vivo esquecendo de coisinhas bobas e de momentos não muito notáveis. Mas são poucas as ocasiões que merecem um flashback. Um desses momentos é o inédito (e surpreendente) título estadual do Bahia de Feira, no ano de 2011.

Eu me lembro que o Vitória era tetracampeão baiano e que naquele ano buscava um inédito penta consecutivo. O Bahia já enfrentava 10 anos de jejum de títulos estaduais. Os rivais da capital naturalmente avançavam sem maior resistência, e até então o Bahia de Feira não era lá muito comentado. Os feirenses vinham jogando bem, até mesmo liderando o grupo na primeira fase (que era o grupo do Bahia). E aí chegaram às semifinais. Enquanto a dupla Ba-Vi batalhou em dois clássicos sem muito brilho, o Bahia de Feira chegou de mansinho, vencendo fora de casa o Serrano (com grande atuação de Carlinhos) e segurando o 1-1 no Joia. O Vitória confirmou a classificação e tinha tudo a seu favor: favoritismo, jogadores mais experientes, mando de campo na segunda partida, vantagem de jogar por dois resultados iguais, enfim… Vantagens consideráveis.

No primeiro jogo da decisão, quase 11.000 pessoas compareceram ao Joia da Princesa e viram um jogaço. 2-2 daqueles eletrizantes. Certo que o primeiro tempo foi tenso, mas a segunda etapa foi surpreendente. Destaque principalmente para Diones, esse mesmo que jogou no Bahia da capital e que hoje está no Boa Esporte. Bom, na volta o Barradão não estava exatamente lotado. Pouco mais de 22.000 pessoas estavam ali apenas para ver a confirmação do inédito pentacampeonato na história do clube. Ou não.

Geovanni abriu o marcador para o rubro-negro aos 15 do primeiro tempo, e nem o torcedor do Vitória mais pessimista acreditava na virada dos feirenses. E essa virada aconteceu! Allysson aos 45 e João Neto aos 66 calaram o Barradão, chocaram a Bahia e trouxeram o caneco para Feira de Santana, o que não acontecia desde 1969. Aquele time histórico do Bahia de Feira tinha Jair; Edson, Paulo Paraíba, Alex Alagoano e Alysson; Lau, Diones, Rogério e Bruninho; Carlinhos e João Neto. 

Em tempos de Leipzig e Leicester (evidentemente guardadas as devidas proporções), o Tremendão de 2011 entrou para a história como a zebra que riu por último e riu mais alto.

E você, se lembra disso?

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