Ramires se recondicionando no Fazendão (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

@Resenhanarede

Maior revelação e uma das grandes surpresas do Bahia na temporada 2018, o jovem Eric, mais conhecido como  Ramires, está de volta ao Tricolor após disputar o frustrante Sul-Americano Sub-20 no Chile com a Seleção Brasileira. O resultado não foi o esperado, até mesmo porque a joia do Esquadrão pouco foi utilizado e, consequentemente, pouco pôde ajudar na precoce eliminação.

A camisa 10 do Baêa já está reservada para o garoto prodígio, que já está em Salvador e trabalhando a forma física, pois não teve férias ou pré-temporada por conta da Seleção. Mas, ciente da grande concorrência – Guilherme e Shaylon –, o meia mostra experiência de um veterano e humildade de quem vai longe.

“Estou bem animado para voltar ao time. Peguei dois dias de folga. Voltei terça e só me reapresentei quinta-feira. Estou bem, agora vou conversar com preparador físico para ver o que ele tem a dizer, se posso atuar nesse jogo [Vitória da Conquista], mas eu estou aí. Estou esperando uma oportunidade”, comentou, que reforçou o pedido para jogar: “Eu posso, sim, viajar para Conquista, mas vou ver com Enderson se posso ser uma opção para ele”.

No Chile disputando o Sul-Americano, Ramires teve que se contentar em assistir ao Bahia pela televisão, e foi difícil não poder ajudar. “Eu estava vendo os jogos de lá. [do Bahia] Gostei, mas infelizmente alguns resultados não foram condizentes com o que foi o jogo. Poderíamos pontuar bastante. Mas agora é trabalhar, porque a sequência da temporada vai ser bastante boa para a gente”, analisou.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Mesmo com uma campanha decepcionante – dois empates, duas derrotas e um triunfo; quinto lugar na classificação, somando cinco pontos  – o garoto conseguiu aprender muito. “Foi uma sensação muito boa. Infelizmente os resultados não vieram e não conseguimos alcançar nosso objetivo que era ser campeão e também ser classificado para o Mundial. Foi muito bom ser convocado e também eu pude trabalhar com jogadores da minha idade, de diversos clubes”, comentou.

Porém, o que mais marcou Ramires não foi necessariamente estar na Seleção, mas a comida e as instabilidades geológicas do Chile. “Bateu uma saudade sim [de casa]. A gente comia muito feijão carioca, feijão preto. Mas não é igual ao da Bahia [risos]. Eles colocam muito sal na comida. Foi uma experiência boa lá no Chile, peguei até um terremoto de cinco segundos lá. O clima lá, às vezes, é muito parecido com o daqui. O calor. Lá só escurece 10h da noite”, contou, com um sorriso no rosto e a esperança de quem está doido para voltar a jogar com a camisa do Bahia e disputar uma vaga no time titular do comandante Enderson Moreira.

 

parceiro oficial

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui