Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia
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No dia 5 de setembro de 2019, a segunda edição do quadro de entrevistas trazia a história de Aila Santana. Sugerida e articulada com colaboração da meio campista do EC Bahia, Eddie Almeida, nascia ali o quadro de entrevistas do Turbilhão Feminino no Futebol.

Natural da cidade de Rafael Jambeiro (BA), a zagueira Aila Santana faturou o título de campeã baiana em 2019 pelo EC Bahia. Mas não para aí, ela já acumula na bagagem o Campeonato Baiano (2015/2016) e RedeBall Cup (2016) pelo São Francisco do Conde (BA) e o Campeonato Baiano de 2017 pelo Lusaca (BA).

Sua relação com o futebol começou cedo, com 7, 8 anos: “no fundo da minha casa, meu pai tem um campo, sempre estava lá jogando com os meus amigos e também participava de uma escolinha masculina que tinha lá na minha cidade, depois conheci um time de futsal feminino na cidade vizinha que eu ia todo fim de semana, então é algo bem próximo na minha vida”.

Hoje atuando na zaga, Aila conta que o início da carreira foi diferente, “estou passando por uma nova experiência, logo no começo como era só eu de menina o professor sempre colocava na zaga, mas quando passei para o futebol feminino sempre joguei do meio para frente e agora estou retornando a origem, estou me adaptando e gostando da minha posição”. Suas referências dentro de campo? “Tem o Lucas Fonseca, não só por ser do Bahia, mas pela história que ele tem, o jeito que ele carrega ali atrás, além de David Luiz e Thiago Silva, que acompanho e sempre fico de olho neles”, completa a atleta.

Para a zagueira de 20 anos, vestir a camisa do Bahia é um sonho: “sempre fui apaixonada pelo time, minha família é toda tricolor e poder realizar esse sonho é uma satisfação muito grande e uma responsabilidade enorme entrar em campo com a camisa do Bahia e representar essa instituição tão grandiosa”.

O apoio da torcida e do clube com a modalidade é outro fator fundamental, “é algo de outro mundo sabe? Ver a torcida chegar junto, a visibilidade e apoio que estamos tendo. E a instituição em relação ao time feminino está chegando junto, apoiando 100%. Pretendo junto com as outras meninas trazer o máximo de conquistas e triunfos possíveis, o acesso também, colocar o Bahia na 1ª divisão que onde o time merece estar”, declara a atleta.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Quando o assunto é preconceito, Aila relembra: “toda menina que jogou ou joga, seja profissionalmente ou em algum baba, deve ter presenciado, com ela ou com outra colega, porque ainda há muito preconceito em relação a futebol feminino e já aconteceu muita coisa comigo. Lá no interior como não tinha time feminino e jogava no masculino, tinha que escutar piadinhas de garotos que não gostavam de ter uma mulher ali no meio deles, principalmente num lance de gol ou drible”.

Ainda que diante das dificuldades é importante valorizar a crescente que vem tendo a modalidade, “está numa crescente surpreendente e a tendência é expandir e valorizar mais ainda esse esporte espetacular e tão pouco valorizado com as mulheres praticando. Foi preciso implantar a obrigatoriedade dos clubes terem futebol feminino, bom seria que tivesse sido espontâneo de cada clube. Mas que bom existe, porque precisamos dessa visibilidade, quanto mais repercussão e demanda, melhor para a gente.

Para fechar, perguntamos sobre Seleção Brasileira: “sim, é um dos meus objetivo a ser alcançado! Toda(o) atleta deseja passar pela seleção e representar seu país! Não é diferente comigo! E espero que eu também possa conquistar esse objetivo em minha vida!”

 

*Assessoria: WP Assessoria Esportiva / wp_assessoria
Edição: Fernanda Barros (@turbilhaofeminino)

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