#VozDoTorcedor: que saudade de meu ex… goleiro Viáfara

Foto: Reprodução/Eric Luís Carvalho/GloboEsporte.com

Minha história com o Esporte Clube Vitória conta com a participação de lembranças aleatórias. Principalmente aquelas que aconteceram quando eu era pequena. Em todas as memórias, meu pai está presente. Ex-declarado torcedor do Bahia, por influência de meu avô, ele acabou se rendendo ao Leão da Barra aos 9 anos, quando seu cunhado o levou a um jogo no Barradão. Como quem quisesse promover a mesma experiência em mim, me levou ao jogo entre Vitória e Sport de Recife quando eu tinha apenas 3 anos. Essa não é uma daquelas histórias de torcedoras que vão ao estádio desde criança e lembram como se sentiram, o ambiente, a vibração. Eu não lembro de nada disso, além da clara lembrança de ter sujado minhas mãos com um pirulito de doce de leite ou algo parecido. Sei que ali começava uma paixão, antes mesmo de saber pronunciar corretamente o nome do time – inclusive meu pai faz questão de contar pra todos os meus amigos como o verso “Eu sou Vitória de coração” do hino virava “Eu sou Totóla de colatão” quando eu cantava.

A partir dali, as cores vermelho e preto começaram a fazer muito sentido.

Eu não lembro de nada disso, além da clara lembrança de ter sujado minhas mãos com um pirulito de doce de leite ou algo parecido. Sei que ali começava uma paixão, antes mesmo de saber pronunciar corretamente o nome do time.

A paixão vem de berço. O sorriso no rosto não esconde. Foto: Acervo Pessoal/Rosana Chaves

Meus vizinhos provavelmente barrariam ele de promover que isso se acendesse em mim se soubessem que, naquela fatídica final da Copa do Brasil contra o Santos em 2010, eu acordaria, não só minha família, como todas as famílias daquele prédio. Com 2 golaços, de Wallace e do Diabo Loiro, eu gritava a plenos pulmões pedindo por mais 2 gols. Acabou não acontecendo, mas especialmente naquele jogo eu me orgulhei mais de torcer pra o Vitória, mesmo sabendo da resenha dos colegas na aula de quinta feira.


Mas, como nem só de sofrimento e rouquidão viverá a torcedora rubro-negra, gosto de lembrar os feitos e conquistas do Vitória, dos quais importantes jogadores fizeram parte. Inclusive, eu não poderia deixar de encerrar esse texto sem falar de um jogador que me aproximou ainda mais do clube. De todas as posições, ele era daquela que eu menos simpatizava e menos tinha prazer de jogar em um baba do colégio ou condomínio – quem nunca fez corpo mole no gol pra ir logo pra linha que atire a primeira pedra. O goleiro Julián Viáfara, vulgo El Paredón, ou simplesmente o Xodó da minha vida, não fez tanto esforço pra que eu gostasse dele e sua saída foi muito dolorosa. Os olhos marejaram e, se duvidar, ainda sou capaz de sentir a mesma coisa que há 7 anos.

quem nunca fez corpo mole no gol pra ir logo pra linha que atire a primeira pedra.

Mesmo não indo ao estádio em todos os jogos, nem mesmo conseguindo assistir a todos eles pela televisão, é inegável o fato de que o futebol e, especialmente, o Esporte Clube Vitória fazem parte da minha vida e da minha história. E, se você está lendo isso agora, sendo torcedor/a também,  sabe muito bem do que eu estou falando.

Vinicius Nascimento
Sobre Vinicius Nascimento 254 Artigos
Estudante de Comunicação na UFBA, produtor do programa Os Donos da Bola na TV Band e faz de tudo no Resenha na Rede. Oficialmente, editor e repórter do site. Tricolor, viciado em estádio e feliz pela própria natureza.

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