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As mulheres adquiriram grande espaço na sociedade como um todo, além de vários direitos conquistados, elas ainda lutam contra o machismo e o assédio nos estádios de futebol.

Rosana Ferreira, torcedora do Vitória, contou que estava no Estádio Roberto Santos (Pituaçu), em um Bavi, o ultimo que teve com torcida livre, e passou por uma situação de assédio. Um rapaz estava atrás dela e se aproveitou disso.

‘’Por algum momento eu senti algo estranho. Pensei: tá muito apertado aqui deve ter sido sem querer, mas, outra vez, eu olhei para trás de cara fechada e ele fingiu que nada tinha acontecido, só que teve a terceira vez, e eu gritei: OLHE, JÁ PERCEBI O QUE ESTAR ACONTECENDO E EU NÃO QUERO MAIS QUE VOCÊ TOQUE EM MIM’’, contou.

Um dia antes do dia da mulher, 8 de março, o Vitória lançou uma campanha de conscientização para os homens, contra os comentários machistas nos estádios ou em qualquer lugar. Com algumas frases recorrentes em estádios de futebol, o clube gravou um vídeo com torcedoras e funcionárias do Leão da Barra, para mostrar a importância do respeito dos homens quando o assunto é mulher em futebol.

Buscando diminuir a incidência de casos, o Bahia criou a campanha #medeixetorcer, que pede respeito às mulheres que frequentam estádios de futebol. Um sinal de que, mesmo a passos lentos, as torcedoras agora conquistam uma voz num ambiente tradicionalmente masculino.

Raiane Neves, torcedora do Bahia, contou que nunca sofreu assédio nos jogos, pois costuma ir sempre com os amigos, mas sabe da luta das mulheres para assistir uma partida de futebol.

Raiane recomenda que em caso de assédio contra a mulher na Arena Fonte Nova, as meninas devem procurar a Ronda Maria da Penha no estádio. “Denuncie, não fique calada não’’, diz.

Contra assédio e machismo, as mulheres lutam, vem driblando o preconceito e ganhando cada dia mais espaço nos estádios. Mesmo num momento em que o futebol feminino se coloca em evidência, o ambiente brasileiro ainda é desfavorável para as mulheres. Por isso, diga não aos comentários machistas nos estádios ou em qualquer lugar.

Colaboradora: Glenda Bonfim

 

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