Foto: EDUARDO MARTINS/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO
parceiro oficial

Quinta-feira: dia de ir ao Santuário. Mais uma decisão entre muitas nesse ano. O coração estava quase que literalmente saindo pela boca.

Às 17h30 era hora de sair de casa, pegar o buzão e seguir para onde todos os caminhos levavam: o Barradão!

A cidade estava engarrafada devido aos protestos, mas ignorei. Pensei comigo: “O Vitória precisa de mim hoje. Mais do que nunca.”.

Benzi-me antes de entrar no estádio. Quem sabe Deus abençoava. O time precisava fazer no mínimo quatro gols para se classificar e o pior: não tomar nenhum gol. Pense no desespero da torcedora aqui. Consegui entrar no estádio e senti a paz que procurava. Nada explica a felicidade de estar ali.

19h. Eu e uma galerinha no famoso Canabrava seguindo um ritual quase ensaiado: batendo perna, roendo unha e estalando os dedos: consequência de um pequeno nervoso. Resolvi rezar, vai que passava né?! “Pai nosso…Amém e ‘umbora Vitória!'”. Chegamos ao Barradão… graças a Deus! Na hora de comprar o ingresso tive uma pequena discussão com a -sempre eficiente- atendente. SÓ QUE NÃO, SÓ QUE NUNCA. Benzi-me antes de entrar no estádio. Quem sabe Deus abençoava. O time precisava fazer no mínimo quatro gols para se classificar e o pior: não tomar nenhum gol. Pense no desespero da torcedora aqui. Consegui entrar no estádio e senti a paz que procurava. Nada explica a felicidade de estar ali.

Hora de descer as escadas correndo e com saia levantando. Consequências de um atraso. Parei em qualquer lugar e tentei entender o jogo. Antes que pudesse compreender qualquer coisa aconteceu o que parecia o início do milagre: pênalti pro Vitória.

Todo mundo pulando, os gritos de “VAI NEEEEEEEEEEEEEEI” saíam da garganta até uma brusca interrupção… “o quê?! Neilton perdeu o pênalti, não acredito que PO#%@ ” VAMOS GANHAR NEGO, VAMOS GANHAR NEGO’’. A torcida seguiu incentivando, mas quanto mais a gente gritava, mais o filho da mãe chamado Andrey fechava o gol. Ele estava pegando tudo, cara. O goleiro do Sampaio Corrêa colocou água no nosso chopp.

A torcida seguiu incentivando, mas quanto mais a gente gritava, mais o filho da mãe chamado Andrey fechava o gol.

Acabou o primeiro tempo. Hora de tomar uma cervejinha gelada mesmo naquela chuva. Precisava me preparar para mais quarenta e cinco minutos de puro nervosismo. Quando o intervalo acabou, tive a certeza mas óbvia do mundo: agora é tudo ou nada. Devemos apoiar até o FINAL.

O time não correspondia à vontade da torcida. Onde está a qualidade? A vontade? Onde está a raça?! FERROU E AGORA?! Sentei e desanimei. Queria pelo menos a vitória, mas a bola insistia em não entrar. É… mais uma eliminação que a torcida rubro-negra precisa aceitar. Pensa que ficamos calados? Não. A hora era de protesto. Os mais de sete mil torcedores gritaram o famoso cântico: “VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA TIME SEM VERGONHA!”. Esse foi um dos coros daqueles que saíram de casa para apoiar o time. O juiz ainda ordenou mais cinco minutos de acréscimo e nós só queríamos que aquele jogo acabasse.

Pronto o tormento acabou. Sem levar gol, que alivio.

Só que não fizeram nem os três que levariam a disputa para os pênaltis. É hora de ir pra casa, levando a tristeza de ver o maior campeão da Copa do Nordeste desclassificado de forma vergonhosa e -com todo respeito- por uma equipe inferior. É, amigos rubro-negros… 2018 será um ano sem títulos. O que nos resta é orar para se manter vivo na Série A. Já adianto que será uma missão dificílima.

Encerro este relato de um dia de sofrimento com a seguinte pergunta: ESSE É O VITÓRIA QUE NÓS QUEREMOS?

Precisamos fazer algo para mudar isso.

Quando o intervalo acabou, tive a certeza mas óbvia do mundo: agora é tudo ou nada. Devemos apoiar até o FINAL.

Renata Matos é torcedora do Vitória e leitora do Resenha na Rede.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui