Vai competir? confira as dicas para uma boa alimentação

Foto: Reprodução/Internet

@resenhanarede

Disputar competições profissionais geralmente exigem uma intensa preparação dos atletas. É a fase que envolve alimentação, treinamento para aprimorar o condicionamento físico, e claro, o bom e merecido descanso. Mas em certos momentos, os atletas cometem erros na fase preparatória, precisam se adaptar a ambientes que não estão acostumados, e sofrem de distúrbios que prejudicam o próprio desempenho.

Competir é a realização de um sonho para muitos atletas, é a chance de demostrar que as longas jornadas de treinamento surtiram efeito. Só que nem sempre é fácil se adequar aos horários das competições. Há situações em que elas ocorrem bem cedo. Com isso, o atleta precisa adaptar o horário da alimentação para não se sentir mal durante a disputa da modalidade ou ter seu desempenho afetado. A nutricionista, Lara Cerqueira, comentou que ingerir alguns alimentos em um período próximo ao treino pode ser prejudicial.

“Comer grande volume de alimentos ricos em fibras, muito próximo ao treino, pode ocasionar desconforto gástrico. Neste caso, o processo de digestão pode ser prejudicado e a oferta de energia para o treino também. Não é necessariamente o horário que implica em tudo isso e sim, o tempo da alimentação anterior ao treino. O ideal é comermos cerca de 1h30min à 2h antes do treino. Se não houver tempo suficiente, os alimentos consumidos devem ser de fácil digestão e rápida absorção.Durante o exercício, a circulação sanguínea precisa priorizar a musculatura”, afirmou.

Competições pela manhã, geralmente expõem os atletas a temperaturas muito elevadas. Com isso, ficam sujeitos a riscos de lesões e sensações incômodas que interferem na saúde física e mental. Lara explica que há atletas que não estão acostumados a competir nessas condições e sofrem um pouco, mas há soluções para evitar possíveis complicações.

“Um ambiente com alta temperatura para atletas não adaptados, pode elevar a necessidade de resfriar o corpo, para isso, aumentam a sudorese. A perda de líquido, em especial quando é superior a 2% do peso corporal, pode afetar o desempenho físico e interromper o treinamento. Quando essa perda é superior, pode ocasionar tonturas, câimbras e até mesmo colapso. Ai sim, a saúde pode ser comprometida. Existem estratégias fáceis de identificar o estado de hidratação, como avaliar a coloração da urina e/ou realizar pesagem antes e depois do treino”, disse.

Ter uma boa noite de sono é essencial para um atleta que busca o ápice do seu desempenho profissional. Contudo, há situações em que o descanso se vê interrompido pela falta de sono. Motivada por fatores como, o corte de alimentos ricos em carboidratos durante a noite, que podem aumentar a ansiedade e dificultar a noite de sono, um desempenho negativo no treino ou um problema que afete o emocional, também são fatores que atrapalham o repouso.

“A insônia é multifatorial, as vezes ultrapassa a competência nutricional, por envolver fatores psicológicos. Mas existem alguns nutrientes que estão bem envolvidos na qualidade do sono como Magnésio, Zinco e Complexo B. A fitoterapia também é uma estratégia nutricional e pode auxiliar no processo acelerando o adormecimento”, destaca Lara Cerqueira.

Atletas em certos momentos se restringem de ingerir determinados alimentos e quando questionados, justificam que precisam adquirir massa magra, priorizando alimentos que contenham proteína, deixando o carboidrato de lado. Uma atitude que pode ser prejudicial, pois dietas com baixo teor de carboidrato podem prejudicar não só o rendimento físico, mas também a recuperação e crescimento muscular (pode aumentr o catabolismo muscular).

Existe a possibilidade da realização de dietas mais restritas, quando for sob supervisão nutricional, pensando em adaptar o organismo, mas precisa ter tempo delimitado e ocorrer em um período distante das competições de alto volume de treinamento

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