“Temos um histórico contra a seleção de Santo Amaro”, garante treinador de Eunápolis.

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A campanha não foi regular na primeira fase, mas Eunápolis chega com moral e força para semifinais da competição. Após despachar Cachoeira nas cobranças de pênaltis, o treinador Beto Oliveira tem a missão espinhosa de preparar a equipe para encarar a seleção de Santo Amaro, uma das favoritas ao título da competição.

Em entrevista ao @Resenhanarede , o técnico se mostrou confiante e preparado para encarar mais um desafio na carreira. Beto já foi campeão do Intermunicipal no ano de 2001, com a seleção de Coaraci, quando enfrentou a própria seleção de Santo Amaro. Confira essa resenha:

Resenha na Rede: Eunápolis chegou a semifinal após uma vitória nos pênaltis contra Cachoeira. Como chega a equipe nessa fase da competição?

Beto Oliveira: Chegamos com uma moral diferente, uma confiança a mais. O time sabe que se não vencer no tempo normal, tem qualidade para decidir nas penalidades.

RR: Uma campanha sólida trouxe vocês até aqui. Qual principal fator desse desempenho?

Bero Oliveira: O trabalho. A comissão técnica trabalhando e os jogadores assimilando bem nossos pedidos. Além disso, a diretoria nos dá o maior incentivo e essa junção de fatores fez a gente chegar até aqui. Vamos em busca de ser campeão, mas sabemos que Santo Amaro é uma seleção que vem trabalhando também.

RR: Por falar em Santo Amaro, ela é cotada como favorita da competição, juntamente com a seleção de Itabela, atual vice-campeã. Como fica a preparação da equipe, tendo que encarar esse favoritismo contrário?

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Beto Oliveira:  Na verdade, Santo Amaro quando entra em uma competição sempre é tida como favorita. Esse fato se deve a estrutura, montagem do elenco. No ano passado tive o prazer de jogar contra eles, quando treinava a seleção de Santa Luz e conseguimos eliminá-los nas quartas. Já tive o prazer de ser campeão em cima de Santo Amaro, em 2001, em Coarací. Então, temos um histórico contra a seleção de Santo Amaro.

A preparação é um pouco diferente devido a qualidade deles, você olha o plantel deles e percebe como é qualificado. A marcação terá que ser diferente e temos que ter muita paciência, para tentar dominar e não deixar eles jogarem.

RR: O Intermunicipal é uma vitrine. Você destaca alguém com potencial para disputar, por exemplo, um Campeonato Baiano?

Beto Oliveira: Aquit temos uns três a quatro jogadores abaixo da idade que podem despontar. Nosso lateral-esquerdo Felipe, o nosso meia Alex. Tem o zagueiro Rafael Batata, que já jogou até no Atlético-GO, além de jogadores como Jean e o Tino.

Aqui na Bahia, a maioria dos jogadores do Intermunicipal não querem jogar profissionalmente. Isso se dá porque no Intermunicipal eles jogam nove meses e no profissional muitas vezes só conseguem trabalhar três meses.

Qualidade e potencial você pode encontrar nos times de Cachoeira, Ipiaú, no sub-20 do Conquista. Mas é muito difícil você convencer um jogador do Intermunicipal para jogar no profissional, pois eles não confiam mais.

RR: A notícia dessa temporada foi a FBF anunciar que Salvador terá uma seleção no Intermunicipal 2018. Como você vê a chegada dessa seleção na competição?

Beto Oliveira: O campeonato é interessante porque é realizado no interior, mas se vier uma seleção da capital melhor ainda mais. O problema é que os árbitros de qualidade são de Salvador.

Não quero dizer que o árbitro vai puxar para seleção de Salvador, mas existirá uma desconfiança muito grande. Tem muito árbitro do interior que não está preparado, a gente sofre muito com isso. Não podemos falar que eles são mal-intencionados, são erros que existem porque eles não estão preparados.

Mas tendo Salvador, vamos jogar em Pituaçu, vamos ser vistos pelos grandes clubes.

Osvaldo Barreto
Sobre Osvaldo Barreto 830 Artigos
Advogado. Estudante de Jornalismo (Estácio). Editor, colunista e repórter do Resenha na Rede. Apaixonado pela escrita e pelo Rubro-negro.

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