Foto: Ricardo Botelho
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Na primeira edição da semana do quadro Sócia Atleta, confira a história da Marcela Guedes. Natural da cidade de Pouso Alegre, interior de Minas Gerais, Marcela Guedes é atacante do Real Brasília, cresceu assistindo os jogos do time do coração do pai e jogando com os amigos.

Turbilhão Feminino – Como começou a paixão pelo futebol?
Marcela Guedes – Desde que me entendo por gente sou apaixonada, meu pai é corintiano, então assistíamos os jogos e ele, meu irmão, na verdade a minha família inteira jogava. E eu cresci jogando futebol com meus amigos em um campinho de areia no nosso Bairro “São Camilo” aonde minha família mora até hoje. Alguns dos meus amigos tinha uma cota em clube bem tradicional aqui em Pouso Alegre, lá a gente jogava futsal e campo eu era a única menina, aí conheci o professor China, tinha mais ou menos 13, 14 anos. Ele ficou no clube e também foi ser professor na escolinha bola do Ouro, e me chamou para ir para lá. Depois com 15 anos conheci o Clóvis Massafera ele tinha um time feminino na AABB aqui de Pouso Alegre, foi quando minha vida começou a mudar de verdade, ele me ajudava e ajudava a minha família, comecei a realmente jogar com meninas e disputar campeonato com meninas. Com 17 anos ele me levou para fazer um teste no Juventus da Mooca em SP, a treinadora era a Emilly Lima, graças Deus eu passei no teste e ela não foi apenas uma treinadora foi uma amiga.

TF – Fala sobre o processo de tratamento das lesões.
MG – Em de setembro de 2012 tive uma lesão de LCA no joelho direito. Fiz a cirurgia no dia 12 de novembro e fui para casa. Depois disso só jogava amador, mais em 2016 em um desses campeonatos machuquei o joelho esquerdo, como o time que eu jogava não tinha recursos fiquei 1 ano e 3 meses para conseguir operar. Só conseguir operar no dia 9 de fevereiro de 2018, graças ao Marcus Vinicius Teixeira e o José Carlos, o espoleta, que já jogou em diversos clubes no Brasil inclusive o Santos, jogou no Japão, ele via meu sofrimento e lutou incansavelmente para que eu conseguisse operar. Minha fisioterapia o espoleta conseguiu em uma das melhores clínicas aqui de Pouso Alegre, meu fisio foi o Dr Emerson Faria, consegui me recuperar muito bem melhor do que da primeira vez. Só tenho a agradecer a eles por tudo que fizeram por mim.

Foto: Ricardo Botelho

TF – Trajetória até chegar ao Real Brasília.
MG – Em 2019 voltei a treinar na AABB com o Clóvis, logo após a cirurgia. Foi quando ele me fez entender que além da paixão eu queria me tornar uma atleta de alto nível. Foi aí que ele me levou para o São José, fiquei 3 semanas e logo me transferi para o Vitória de Santo Antão em Pernambuco. Fiquei 7 meses no Vitória, joguei Brasileiro e fui Campeã Pernambucana fazendo gol na final. Quando acabou o Pernambucano o Alisson Guirra gerente do Real Brasília, me ligou fazendo uma proposta, me mostrou a estrutura do clube, salário em dia, nutricionista, fisioterapia, psicólogo, tudo tinha no Real, porém era um desafio novo um clube novo no feminino ninguém tinha ouvido falar, abracei o projeto e fui contratada com o objetivo de ajudar a classificar o time para o campeonato brasileiro A2.

Foto: Ricardo Botelho

TF – Balanço da temporada 2019 e preparação para o início de 2020.
MG – No Vitória tive a chance de, no jogo contra a Ponte, fazer o primeiro gol do time no Brasileiro, não saímos com a Vitória mais saímos com empate fora de casa, e quando o time venceu a primeira partida no Campeonato eu pude fazer gol e dar assistência. Agora no Real, um desafio e tanto, um time novo, que iria disputar com grandes de Brasília, como o Minas Icesp (que já joga o brasileiro da A1), Crespom, Ceilândia entre outros, era uma vaga para A2 e se o Minas fosse para a final, quem chegasse com elas teria a vaga para A2, se elas não chegassem só as campeãs conseguiriam a vaga, e graças a Deus, fomos abençoadas com o título, a classificação e ainda me abençoou com a artilharia. Entramos para história do clube em 3 meses conseguimos esse fato inédito, campeãs invictas, foram 11 jogos fiz 19 gols e ainda o gol da final, foi gratificante para mim.

TFF – Como tem feito para manter o condicionamento físico nessa parada?
MG – Com essa parada estou sofrendo um pouco, porque eu sou muito fácil de ganhar condicionamento, mais para perder é mais rápido ainda. O espaço em casa é um pouco pequeno, mas venho fazendo alguns exercícios para fortalecer o Joelho, que o fisioterapeuta Rafael do clube passou, estou usando a escada de casa e dando uns tiro no corredor, é pequeno mais para não ficar totalmente parada, tenho que me virar com o que dá nesse momento difícil que estamos passando.

Edição: Fernanda Barros / Paulo Victor – @turbilhaofeminino

 

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Conheço a Marcela , ser humano incrível e uma excelente jogadora. Comigo sempre atenciosa e generosa.
    Espero um dia ver ela na seleção Brasileira.

  2. Atleta abençoada e agora disposta a conquistar altos objetivos. Umas das melhores atacantes do futebol feminino com dribles rápidos, arrancadas e mto faro de gol. Tenho certeza que como fez na temporada passada, ajudará e muito sua equipe. Vc nasceu para brilhar Marcela. Tamujuntossempre

  3. Eh Minha Amiga tenho muito orguho de você e da sua História.Sei bem como é ser só uma garota no meio de tantos meninos..
    A gente que ama o Futebol enfrenta qualquer obstáculo e supera todos os nossos medos..
    Jogaa muitooo essa Menina.
    Que Deus abençoe cada passo..

    Sucesso Garota guerreira

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