Que BaVi foi esse, meus amigos?!

Mauricia da Matta/EC Vitória

Imaginava-se que João Burse, técnico efetivado nesta semana, entrasse com alguma surpresa na escalação. A grande expectativa era se Eron entraria como titular, mas o treinador seguiu aquilo que treinou durante a semana e entrou com um trio de ataque formado por Erick, Lucas Fernandes e Léo Ceará.

Do outro lado, esperava-se uma postura mais conservadora de Enderson mas o treinador do Bahia decidiu mudar: Grolli entrou no lugar de Jackson, que não treinou durante três oportunidades nesta semana, e a grande surpresa ficou por conta de Júnior Brumado – o centroavante da base ganhou a vaga de Edigar Junio no comando de ataque.

Logo com 2 minutos de jogo, um gol foi responsável por mostrar quem apostou melhor. Escanteio vindo da direita bem cobrado por Benítez. Brumado não fez a cobertura no primeiro pau e Léo Ceará, que não tem nada a ver com isso, antecipou Lucas Fonseca e cabeceou com a força de um chuta para o abrir o placar. Sem chances para Douglas: Vitória 1×0 Bahia. O camisa 18 tinha tomado cartão amarelo na primeira falta do jogo mas se redimiu da melhor maneira.

Mauricia da Matta/EC Vitória

 

O Vitória seguiu melhor em campo durante a primeira etapa. Léo Gomes tinha a proteção de Willian Farias e Arouca para ajudar na construção do jogo e ia muito bem. Em uma dessas oportunidades ele desafogou na esquerda para Benítez. O argentino cruzou para Léo Ceará cabecear com perigo – mais um pouquinho e ampliaria o placar.

Aos 24 minutos o Bahia sofreu uma perda: Nino Paraíba arrancou e sentiu a coxa direita. Logo depois Ronaldo cobrou falta de forma infeliz e a bola sobrou para Élber, que tentou emendar do meio-campo mas foi tão infeliz quanto o goleiro rubro-negro. Foi o primeiro chute do Bahia no jogo.

Os primeiros trinta minutos mostravam um Vitória muito mais pilhado, com peças mais dispostas a participar do jogo do que o Bahia. Erick e Lucas Fernandes tinham liberdade para apostar em seus dribles e não demonstravam qualquer receio em partir para cima. Enquanto Benítez ajudava no apoio, Jeferson era mais contido na marcação. Mas Erick tinha o apoio de Léo Gomes e do próprio Léo Ceará.

Do lado do Bahia, Élber até tentava, mas esbarrava constantemente na falta de apoio. Zé Rafael fazia partida apagada, assim como Léo – o lateral esquerdo que tem chegada forte foi pouco visto no campo de ataque do Vitória.

A única forma que o Bahia encontrava de chegar até gol de Ronaldo era através das bolas paradas – e o Vitória estava dando muitas oportunidades do tipo para o Bahia. Em uma dessas, Ramires sofreu falta do lado esquerdo e pegou a bola para ele mesmo cobrar. O garoto colocou a pelota na cabeça de Nilton, que deu a famosa casquinha e tirou qualquer chance de defesa que Ronaldo tinha. Era o gol de empate do Bahia.

O gol animou o Bahia e o time passou a colocar um pouco mais a bola no chão. Antes disso, todas as jogadas de ataque do Tricolor saíam de ligações diretas.

Numa dessas, com bola no chão, o Bahia foi de pé em pé. Gregore, Bruno, Élber, Bruno de novo, Élber novamente e o camisa 7 partiu para a jogada individual até encontrar Léo. O lateral viu o espaço e arriscou o chute para assustar o torcedor do Vitória aos 45 do primeiro tempo. Mas o primeiro tempo acabou empate com um gol para cada lado.

SEGUNDO TEMPO
A segunda etapa começou movimentada. Primeiro Léo Ceará tentou fazer fila e só parou em Douglas Grolli. No contra-ataque a zaga do Vitória bobeou e Léo tentou surpreender Ronaldo. Bateu de primeira, a bola desviou na cabeça de Ramon e tirou tinta.

Com oito minutos novo escanteio para o Bahia. A bola ficou rebatendo e sobrou para Júnior Brumado que bateu bem e parou na trave. A bola ainda voltou para o meio da área e Ramon, deitado, conseguiu cortar de cabeça.

Com 13 minutos novo escanteio do Bahia. Ronaldo catou borboleta e a bola ficou todinha para Júnior Brumado. Era o camisa 23, a bola e o gol. Mas o atacante conseguiu o mais difícil e jogou a bola pra fora. Zé Rafael ainda fechava nas costas dele, também sozinho. Chance incrível perdida pelo Bahia.

Sabe aquele ditado? Quem não faz, toma. O Vitória falhou em diversas oportunidades, mas contou com a sorte e incompetência do Bahia para não sofrer uma virada. Mas quando a oportunidade virou de lado o Vitória não desperdiçou. Benítez lançou a bola mal, só que Léo Ceará não desistiu. Acreditou em uma falha de Douglas Grolli, que aconteceu de forma ridícula e deixou o centroavante de cara com Douglas, o goleiro. E matador não desperdiça: 2 a 1 pro Vitória.

Mas nem deu tempo de comemorar. Menos de cinco minutos depois o Bahia chegou ao gol de empate. Após um bate rebate na área do Vitória, Ronaldo saiu errado novamente e Edigar Junio, que entrou no lugar de Júnior Brumado, tentou emendar uma bicicleta. A acrobacia de Edigar virou passe para Ramires, que teve frieza para fazer o seu primeiro gol no campeonato brasileiro e o segundo do Bahia na partida. Não perca o passo: 2 para lá, 2 para cá.

No final o jogo acabou assim: no empate. O Bahia manteve a invencibilidade de 10 clássicos sem perder. O tabu se mantém para o rubro-negro, que continuou na zona de rebaixamento

Vinicius Nascimento
Sobre Vinicius Nascimento 254 Artigos
Estudante de Comunicação na UFBA, produtor do programa Os Donos da Bola na TV Band e faz de tudo no Resenha na Rede. Oficialmente, editor e repórter do site. Tricolor, viciado em estádio e feliz pela própria natureza.

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