Foto: Elaine Camacã
parceiro oficial

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Professora e alunas do Colégio Superior promoveram uma série de ações em homenagens, entre elas uma em especial sobre o futebol feminino. O colégio fica no bairro de Cajazeiras, em Salvador, e sobre a batuta da professora Elaine Camacã, elas abriram espaço para que a gente contasse nossa história, e agora chegou nossa vez de contar a história delas.

Projeto apresentado, fomos em busca algumas estudantes e da professora para falar sobre a iniciativa e a importância de falarmos da modalidade, ainda mais dentro de uma instituição de ensino: “Ensinar tem vários significados para mim, enquanto professora, é ter um jardim que preciso cuidar todos os dias, mas ao mesmo tempo é um jardim que me nutre também de muito aprendizado. Eu aprendo todos os dias com meus alunos e me renovo com eles todos os dias”, declara a professora do 1º Ano do Ensino Médio.

“Eu aprendo todos os dias com meus alunos e me renovo com eles todos os dias, pois cada ser humano, com seus defeitos e qualidades, seus sonhos, suas vivências e experiências e todos os dias são únicos com meus alunos, então sou muito grata por eles me ensinarem a ensinar e aprender todos os dias.”

Foto: Elaine Camacã

A estudante de 15 anos, Dandara Luiza, ressalta a importância deste projeto: “O futebol é importante e faz parte da Cultura do Brasil, mas só se fala dos homens e o futebol masculino tem mais destaque, esse trabalho foi importante para mostrar que as mulheres tem voz no futebol.”

Para a estudante Raíssa Góis, de 15 anos, a pesquisa sobre futebol feminino foi uma oportunidade e tanto de aprendizado e valorização da mulher.

Não aceito que sejamos rebaixadas por sermos mulheres; nossas habilidades e dons são ignorados por conta de uma cultura maldosa. Quero e espero poder fazer algo para mudar e comecei a tomar mais atitudes a partir do projeto da professora Elaine Camacã, quando ela a pesquisa, fiz descobertas surpreendes e revoltantes que me impulsionaram ainda mais a lutar por mais espaço.

Para Elaine, a experiência ao mesmo que tempo que foi gratificante, trouxe outras sensações, de dever cumprido e dificuldade.

“Os meninos falavam que não encontravam nada que contasse a história dessas mulheres, quem elas são, isso trouxe uma inquietação e no dia das apresentações foi um orgulho imenso, pois houve um processo de desconstrução para os meninos também, eles deixaram de ser somente ouvintes e traziam mais informação sobre o futebol feminino e os comentários eram de admiração pelo trabalho das meninas, o quanto elas investiram e a dificuldade que elas enfrentam para ter visibilidade.”

 

Edição: Fernanda Barros / Paulo Victor – @turbilhãofeminino 

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