Foto: A Gazeta.

@Resenhanarede

Junte uma pitada de economia e populismo a gosto, você terá a receita do retorno do futebol brasileiro durante a pandemia do coronavírus. A bancada da bola, representada por deputados e senadores ligados ao esporte mais amado do Brasil, insiste com o Presidente da República sobre a possibilidade das partidas voltarem a acontecer ainda em maio.

Jair Bolsonaro, em busca de apoio político, até mesmo pelo momento de crise que seu governo atravessa, revelou que já solicitou ao Ministério da Saúde um parecer sobre o tema. “Fui procurado por algumas autoridades do futebol, está sendo trabalhado neste sentido, conversei com um técnico neste final de semana, lá no Rio Grande do Sul, que foi favorável, primeiramente, a não ter (partidas), porque a contaminação acontece no vestiário, e agora é favorável (ao retorno)”, disse.

Com a suspensão do calendário nacional de futebol, os clubes já estão com pires na mão e seus dirigentes temem a suspensão do pagamento das cotas de televisão e dos patrocínios das marcas que estampam seus nomes nos uniformes. Acordos já têm sido feitos com jogadores para redução de salários e alguns clubes menores já dispensaram todo elenco.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, terá uma missão espinhosa pela frente, dar uma decisão técnica sobre o caso e tenta a todo custo postergá-la. “Existe um pedido para avaliar o retorno de jogos sem público, da CBF. Isso é uma coisa que estamos avaliando. Nem tudo o que a gente avalia é para ser definido. Não é coisa definida ainda. Mas são algumas iniciativas que de alguma forma poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para o dia a dia das pessoas”, enfatizou.

Por todo contexto desenhado, não resta dúvida que o futebol brasileiro logo retornará e ao que tudo indica, antes do que recomendaria os especialistas em saúde. Contudo, a roda econômica gigante do futebol tem que voltar a girar.

Colaborador: Osvaldo Barreto. 

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