@resenhanarede

A Live do Resenha na rede desta quinta-feira (02), contou com a presença da Sheilla Souza. Ela que joga como lateral, já atuou na seleção de Serrinha e fez alguns jogos na várzea, agora chega a equipe do Lusaca e poderá ser a primeira atleta trans a jogar oficialmente no futebol feminino do Brasil.

A grande maioria das crianças que decidem jogar futebol sofrem o machismo, que muitas vezes inicia dentro de casa. E a história da Sheilla não foi diferente, segundo ela, ouvia muito o pai falar que homem tem que jogar bola.

“Painho dizia que tinha que jogar bola para virar homem e eu ia, aprendi a jogar bola e virei trans. Já ouvi muitos não, as vezes fui privada de algumas coisas na seleção de Serrinha. Contudo, hoje estou sendo reconhecida pela direção do Lusaca”, afirmou a atleta.

De acordo com a legislação, “todo atleta tem direito de praticar esporte dentro do gênero com o qual se identifica”. Mas precisa cumprir com alguns requisitos determinados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI): terapia hormonal, reconhecimento legal da mudança e o nível de testosterona precisa ser menor que 10 namonol durante um ano.

A Lateral do Lusaca, atualmente só depende da redução do nível hormonal para conseguir disputar campeonatos estaduais e nacionais, entretanto, ela já está fazendo o tratamento. Esse foi inclusive, um dos motivos pelo qual ela não disputou o campeonato baiano de 2019 pela equipe de Serrinha. E uma das questões que ela enfrenta é o fator biológico, pois muitos acreditam ser uma vantagem, mas a atleta afirma que não.

“As meninas têm o medo em relação a força, mas quem faz a transição de hormônio perde a resistência, se cansa rápido, mas em outras questões somos iguais”, disse ela.

O Lusaca foi fundado em 2007, e até hoje segue como referência na formação de atletas. Em 2017 foi campeão baiano com a equipe feminina.

Colaboradora: Emilly Giffone

 

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