#OlharTático : Tinha uma trave no meio do caminho

Foto: Felipe Oliveira/ECBahia

O Bahia na noite deste sábado (5) mediu forças contra um time cascudo e muito bem treinado por Tiago Nunes,que é o Athlético Paranaense. Foi um jogo muito movimentado, de alta intensidade e em nenhum momento as duas equipes abdicaram de jogar.Só pelo lado tricolor foram 3 bolas na trave do goleiro Santos, e todas elas por Gilberto que não costuma perder tanto gol assim. A arma da equipe de Roger Machado é o contra-ataque rápido e uma transição ofensiva que envolve qualquer adversário, seja na Fonte Nova ou longe dela.

E é nesse ponto que Esquadrão e Furacão se equivalem. O time paranaense abre as jogadas pelos flancos e vai carregando pelo meio , ora com Thonny Anderson que entrou no lugar de Nikão ou por Leo Citadini, autor de um dos gols, para que está bola chegue no Marcelo Cirino ou no Rony, dois pontas de muita intensidade, rápidos e habilidosos.

Além desses pontos citados, existe aquela máxima do futebol que por muitas vezes foi propagada pelo ex-técnico Muricy Ramalho : A bola pune. E infelizmente ela puniu o tricolor em um jogo chave para as pretensões de se aproximar a vaga para a Copa Libertadores de 2020.

Quando o Athlético encontrou as chances para finalizar á meta de Douglas, foi assertivo. Principalmente no contra-ataque que gerou o segundo gol Paranaense, onde iniciou toda jogada em um erro de passe é uma recomposição lenta, o Furacão acelerou a jogada até que o cruzamento encontrou Cittadini pra executar com precisão.

Foi nesse momento que Roger Machado ao ver sua equipe sem conseguir balançar as redes do oponente, ele precisou mexer na estrutura tática do Bahia. Espetou Lucca e Arthur Caike pelos lados , abriu duas linhas para tentar frear o ímpeto atleticano e como artifício colocou Fernandão em campo para ter essa bola área, já que em estatura o camisa 20 se igualava ou ultrapassava o tamanho da zaga formada por Thiago Heleno e Léo Pereira. Já o Athlético utilizava de dois blocos de 3 jogadores cada pra impedir os passes em profundidade pelos lados ou as tabelas feitas no último terço de sua área defensiva, em tese se deu bem, e no segundo tempo por alguns instantes, o Bahia teve dificuldade para infiltrar.

No geral a atuação do Bahia foi muito boa. Obteve chances de abrir o marcador. Ganhou quem tem um projeto mais amadurecido tanto de administração quanto de formação de time nas quatro linhas, até porque ninguém é campeão de uma hora pra outra. O Athlético é sim um exemplo a ser seguido no futebol brasileiro.

Agora vai um recado pra essa torcida apaixonada. A Libertadores só se define ao término do campeonato. Os tropeços virão e nesse campeonato traiçoeiro como o Brasileiro, todo cuidado é pouco é essa derrota servirá para demonstrar se esse grupo está amadurecido para encarar esse revés inesperado.

Quarta-feira tem mais um capítulo. E o torcedor não pode achar que tudo está perdido. Jogue junto com o time até dezembro e sem duvidas com o apoio da arquibancada, o Bahia pode colher os frutos que tanto deseja.

Por: Lucas Cezar

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