#OlharTático Pontos preciosos jogados no lixo

Foto: Mailson Santana/Fluminense FC

E nos embalos de sábado a noite, o Bahia pôs água no chopp de sua própria torcida e desperdiçou uma grande chance de subir na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O adversário era o Fluminense que não vive seus bons momentos e com desfalques. Além disso se compararmos com o escrete tricolor, sem dúvidas a equipe de Roger Machado tem um nível técnico acima dos cariocas e e estava credenciada ao resultado positivo no Maracanã. Faltava confirmar o favoritismo dentro das quatro linhas, mas isso não aconteceu.

Primeiro que o Bahia nas rodadas anteriores não tem aproveitado bem o quesito finalização com destreza. Cria muitas oportunidas mas peca ao concluir as jogadas. O que dizer contra o Athlético Paranaense e hoje no Rio de Janeiro?. Em um campeonato longo e de pontos corridos, cada oportunidade perdida pode trazer um desconforto no final do certame e lamentar por aquele triunfo que não veio. Se pensa em Libertadores, é melhor tratar se organizar para voltar aos trilhos do sucesso.

Falando exclusivamento do desempenho do time, vi que Roger Machado foi bastante infeliz ao montar sua equipe. Com Nino Paraíba, Artur Victor e Moisés ausentes, precisa ter criatividade para tentar surpreender o Fluminense em seus domínios. Para isso, o comandante tricolor escalou sem necessidade três jogadores de marcação e um meia que fisicamente está abaixo dos demais atletas do Bahia. Guerra foi escolhido para ajudar na criação e recompor a segunda linha para fechar os espaços laterais quando o Bahia não tinha a posse da bola, com efeito de auxiliar João Pedro pela direita ou Giovanni pela esquerda. O venezuelano atrapalhou mas do que ajudou.

Perceba que no lance do pênalti cometido por João Pedro, e de forma infantil ( Uma homenagem ao Dia das Crianças), era Guerra que deveria ajudar o substituto de Nino Paraíba, e não o fez. O meia Nenê que nada tinha a ver com isso, foi lá, bateu e deslocou Douglas. Após o lance, Roger inverteu Guerra pro lado esquerdo e Élber caindo pro oposto, e novamente aconteceu um falha de posicionamento e marcação no adversário.

Giovanni fazia uma diagonal equivocada pro meio e deixava brecha no lado esquerdo onde deveria ficar. Esse foi o primeiro erro que puxa pro segundo quando Guerra demora demasiadamente pra recompor e surge o cruzamento pra área do Bahia, que João Pedro chuta, a bola bateu no travessão e volta pra Daniel de cabeça fechar o placar na capital carioca.

Já na faixa ofensiva do Esquadrão, foi um festival de gols perdidos no retorno para o segundo tempo. Roger tentou consertar as besteiras que fez, colocou o Bahia mais ofensivo, a equipe voltou a criar oportunidades, no entanto a pontaria não estava afiada e a cada arremate só fazia consagrar o goleiro Muriel. Cadê os treinos de finalização? se tem, porque erram tanto?.

O futebol é um esporte que não dá prevê muita coisa. Tem hora que as apostas se confirmam. Em outros momentos contrariam os críticos e dá pra arriscar em certa uma justiça quando o erro ou acerto dentro de campo acontece. Já dizia o ex-técnico e hoje comentarista Muricy Ramalho, a bola pune. E ela puniu Élber no começo do jogo, a Roger por suas preferências, e ao Bahia por se atrapalhar com suas próprias pernas.

 

Por: Lucas Cezar

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*