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O futebol “moderno”possui um dicionário de palavras de sucesso, que são capazes de trazer maior credibilidade para um time de futebol. Fale em gestão e estrutura para conseguir empolgar qualquer torcedor. Mas essas duas palavrinhas vão muito além da empolgação e definem de fato o futuro do clube que busca ser promissor no cenário esportivo.

O ano de 1985 foi um marco na história do Vitória, quando o clube recebeu do Governador João Durval recursos para terraplanagem do Barradão. No ano seguinte, o estádio foi inaugurado em uma partida envolvendo Vitória e Santos. Pode-se dizer que o Vitória ganhou a sua real identidade quando, através do Manoel Barradas, passou a se estruturar fora de campo.

Atualmente o Barradão é uma fatia de um complexo esportivo formado por campos de treinamento, hospedagens para os times da base e profissional, restaurante, departamento médico e fisiológico. Toda essa estrutura foi responsável por  tornar o Vitória grande. Até 1991, o Vitória tinha conquistado apenas 12 títulos baianos. Desde então, são 17 títulos estaduais conquistados. Quatro títulos da Copa do Nordeste e dois vice-campeonatos nacionais – Campeonato Brasileiro (1993) e Copa do Brasil (2010).

E o Bahia, onde entra nessa história?

No último de 6 de janeiro, o Bahia mudou para seu novo centro de treinamento – CT Evaristo de Macedo. Foram quatro anos de espera, entre a recuperação da propriedade e a reforma do espaço. A estrutura vai comportar seis campos, hotel, centro de recuperação de atletas e centro administrativo. Tudo isso distribuído em uma área de 100 mil m² de área construída num terreno de 35 hectares, em Dias d’Ávila, a 57 km de Salvador.

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Fachada do CT Evaristo de Macedo. Foto: EC Bahia.

O Bahia é gigante. Possui dois títulos nacionais, hegemonia histórica do campeonato estadual (48 títulos), além de três títulos da Copa do Nordeste. Contudo, lhe faltava uma estrutura da grandeza da história e momento vivido pelo clube.

O Vitória foi capaz de ganhar uma identidade quando começou a se estruturar. Já o Tricolor, com essa reestruturação, pode ser capaz de dar o salto que a torcida aguarda. O clube agora é capaz de oferecer ao elenco todas benesses de um padrão europeu e o caminho para mais títulos na história do clube pode ter começado a ser encurtado. Bem como, tem uma ideal estrutura para formação dos seus atletas.

E a gestão?

Ao contrário do seu arquirrival, o Bahia hoje está à frente na gestão administrativa. Desde 2013,  o Tricolor vive uma reformulação fora das quatro linhas e tem caminhado a passos largos para se consolidar como uma das maiores forças do futebol nordestino.

Como os antigos gostam de dizer: futebol não é receita de bolo. Mas se existe um caminho para os títulos, acrescente uma pitada de estrutura e gestão.

Colaborador: Osvaldo Barreto.

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