#NinguémPediuSuaOpinião: Se eles dançam, eu danço!

Vinícius comemorou o gol provocando a torcida do Vitória no baianão. (Felipe Oliveira / EC Bahia)

A semana que antecede o último BA-Vi do ano é marcada por provocações, ansiedade e medo. A provocação fica por conta dos tricolores, que podem afundar ainda mais o rival dentro de sua própria casa, caso confirme o favoritismo – que acredito ser do Bahia –  no próximo domingo (11) e, consequentemente, aumente ainda mais o jejum do rival, que não vence o Bahia há 9 jogos. Mais precisamente desde 27 de abril de 2017, pelo jogo de ida da semi-final da Copa do Nordeste.

A ansiedade é de ambas as partes, tanto para o lado tricolor quanto para o rubro-negro. No Bahia, caso vença o clássico, poderá chegar aos 43 pontos, figurar na parte de cima da tabela e ficar muito perto do planejado para o ano de 2018, permanecer na Série A. Para o Vitória, uma mistura de ansiedade e alívio. O time está empatado em pontos com América-MG e Chapecoense, graças ao Bahia que derrotou a Chape no último domingo, e ambos estão na zona de rebaixamento, com 34 pontos. O critério de desempate que é o alívio rubro-negro é de um triunfo a mais para a equipe de Salvador.

A ansiedade pré-clássico, mesmo após ter três desfalques confirmados para a partida, Rhayner, Ruan Renato e Aderllan, se dá na possibilidade de voltar a vencer o rival, se distanciar do Z4 e encarar o campeonato com outro olhos – nada está perdido ainda. Caso contrário, a partida do Manoel Barradas pode ser marcada pelo fechamento do caixão rubro-negro – desacreditadamente falando.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Medo. Uma palavra forte em semana de clássico, mas a quem diga que já existem torcedores do Leão e, o próprio presidente, Ricardo David, temendo a partida. Caso o Bahia repita o feito dos últimos BaVi’s de 2018, a coisa pode ficar preta para o Vitória, literalmente.

Fazendo valer a máxima de que, se tá na internet é verdade, recentemente surgiu um boato de um suposto convite do comandante rubro-negro ao presidente tricolor, Guilherme Bellintani para um jantar. Qual seria a intenção do encontro? Qual a pauta em questão? Saberemos no decorrer da semana. Mas uma pulga atrás da orelha me diz que o cartola de Canabrava poderia ter pedido para p triclor aliviar e ajduar o rival a não cair. Será? Não sei. Também qero saber.

Com ou sem dancinha?

Ainda é cedo para saber se o meia Vinícius será titular ou não no Ba-Vi, mas a pergunta que a maioria dos torcedores fazem é: Vai ter dancinha? Bom, pelo menos o camisa 29 já lançou um novo jeito de comemorar seus gols, na partida diante do Paraná, em Pituaçu. O passo já está ensaiado, o que a torcida espera é que o rival não acabe com coreografia dos tricolores.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Apesar do tom irônico que contém neste texto, o meu real desejo é de que o último Ba-Vi do ano seja marcado por um jogo disputado entre as duas equipes, como já foi outrora. Desejo que a paz reine em campo, nas arquibancadas e fora delas, independentemente do resultado que vier. Que diferentemente da ideia inicial de Ba-Vi da paz, desta vez possamos realmente colocá-lo em prática.

 

Um bom jogo a todos. Saudações Tricolores e Rubro-Negras.

Eduardo Dias
Sobre Eduardo Dias 131 Artigos
Estudante de Jornalismo (Estácio). Colunista e Repórter do interior.

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