Foto: Osmar Gama
parceiro oficial

Nesta 3ª edição desta série de reportagens especiais em homenagem ao Mês das Mulheres, a entrevista é com a baiana, Manuela Avena. Ela que já foi destaque na nossa coluna ao ceder entrevista para falar sobre a transmissão da Copa do Nordeste, agora fala sobre sua carreira, desafios da profissão e futebol feminino no Brasil.

Turbilhão Feminino – Como começou sua relação com o futebol?
Manu Avena – Eu sou apaixonada por futebol desde muito nova. Sempre pratiquei o futebol na escola, gostava de ouvir, assistir com meu pai, eu ia pra estádio, enfim, o futebol sempre esteve presente na minha vida, mas eu nunca pensei em trabalhar com o futebol, nem com o esporte, não sei por que, mas não passava pela minha cabeça.

TFF – Formação profissional e o direcionamento para o esporte.
MA – Formei em Publicidade e Propaganda, trabalhava na área até que resolvi fazer Pós Graduação em Gestão Esportiva, que eu escolhi porque era algo que gostava e tinha maior facilidade, e eu precisava conciliar com trabalho, então tinha que ser uma coisa realmente bem legal. Quando cheguei lá falando de futebol, eu que sempre conversei muito em roda de amigos e tudo, meu coordenador chamou para fazer um programa, numa rádio web na época, comecei a fazer o programa com ele, logo depois fiz o programa do Bahia também, com outra pessoa. Quando eu estava anunciando esse programa nas minhas redes sociais, eu fui convidada para fazer uma entrevista para CBN de Salvador na época. Eu não tinha experiência, mas eles me acolheram, ensinaram tudo sobre ser repórter de campo e de lá pra cá, graças a Deus, continuei trabalhando com isso. Sendo repórter de campo, consegui fazer o “Narra Quem Sabe”, da Copa, passei pela Rádio Sociedade da Bahia também e hoje estou na TV Aratu fazendo a Copa do Nordeste.

Renata Silveira, Isabelly Morais e Manuela Avena na Copa do Mundo pela TV no Brasil Fox/Divulgação

TFF – Como foi a experiência do “Narra Quem Sabe” da Copa do Mundo?
MA – Narrar a Copa do Mundo foi uma das maiores experiências da minha vida, apesar da falta de experiência em narração, eu nunca tinha narrado anteriormente. Eu acabei mandando um vídeo porque meus amigos insistiram, eu gravei um vídeo de forma bem despretensiosa, como eu brinco, aos 48 do segundo tempo, no último dia, narrando, mandei pra eles e fui escolhida. Conheci todos os narradores da Fox, comentaristas, tivemos oportunidades incríveis de aprender, foram 45 dias de treinamento com as seis meninas selecionadas inicialmente no “Narra Quem Sabe”, e eu fui a única Nordestina. Quando acabaram os treinamentos eles escolheram três pessoas e eu fui uma das três selecionadas, foi um aprendizado absurdo, aprendi como lidar com tudo, inclusive com o nervosismo, curti bastante o momento e foi muito importante pra mim, profissionalmente falando.

TFF – Qual o desafio em ser mulher e trabalhar no futebol?
MA – O maior desafio acho que ainda é conquistar os espaços, a gente não tem oportunidade de mostrar o nosso trabalho e não adianta nada a gente ter conhecimento, ser competente e não poder mostrar isso. As vagas estão aí, mas infelizmente, às vezes as mulheres não tem como entrar, porque o mercado é machista, é um universo muito masculino e não querem aceitar que mulheres estejam ali, então acho que o maior desafio ainda é conseguir realmente a oportunidade pra mostrar um pouco do seu talento e que você é capaz de desempenhar aquela função.

 

Edição: Fernanda Barros / @turbilhaofeminino 

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