Meu Ba-Vi inesquecível: Torcedores relembram os clássicos que marcaram suas vidas

@resenhanarede

O Clássico Ba-Vi é disputado desde 10 de abril de 1932, de lá para cá, foram 488 clássicos, com 184 triunfos tricolores, 154 rubro-negros além de 150 empates no total. A semana de Ba-Vi é como o nascimento de um filho. A ansiedade é a mesma. Ou maior. O Resenha na Rede preparou uma semana inteira dedicada ao clássico. Torcedores de Bahia e Vitória contam histórias de clássicos que marcaram suas vidas.

Apaixonado pelo Tricolor desde criança, Vivaldo Reis contou que o clássico válido pela semifinal do Nordestão de 2017 é inesquecível. Para ele, a partida teve um sabor especial, num dia especial.

“O Bahia venceu na Arena Fonte Nova por 2 a 0. Para ser mais preciso, foi no dia 30 de abril daquele ano, e como faço aniversário 27 de abril, não consigo imaginar um presente mais emocionante. Eu estava na arquibancada com minha namorada e ela torce para o Vitória, então, pensa num jogo que para mim, em termo de alegria, foi completo”, brincou.

Vivaldo contou, ainda, que o resultado da partida foi como um presente para ele, e vibrou ao relembrar o gol do argentino Allione – o primeiro daquela partida. (Relembre aqui).

Foto: Arquivo Pessoal

“Foi um presente lindo aquele jogo emocionante, com direito a classificação e o golaço de Allione. Nesse dia pude ver o Bahia dando um baile no rival dentro de campo, assistir o jogo com o meu amor, e poder zoar com ela foi demais. Um lindo presente de aniversário que o Bahia me proporcionou, sou muito grato ao meu Tricolor e esse ano tem mais, com certeza. BBMP”, completou Vivaldo, confiante num bom ano do Bahia.

Já o torcedor do Vitória, Adriano Reis, assíduo frequentador dos jogos do Leão, relembra um outro clássico que ficou marcado na história como o que mais o emocionou, principalmente pelo panorama do jogo e a virada no placar. Trata-se do Ba-Vi do returno da Série B de 2015, vencido pelo Vitória por 3×1, na Fonte Nova. Naquele mesmo ano e campeonato, o Vitória, no primeiro turno, já havia aplicado 4×1 no Bahia, no Barradão. (Relembre aqui).

Adriano e amigos no Barradão no clássico do primeiro turno da Série B de 2015. (Foto: Arquivo pessoal)

“O jogo começou, de fato, todo para o Bahia. Teve gol aos 19 segundos (o mais rápido da histórias dos clássicos) e a maioria da torcida presente no estádio, claro, o mando era deles e não era para menos. Mas uma marcação de toque na mão mudou a história do jogo. Lembro que Kieza matou a bola no braço e fez o gol, mas o árbitro do jogo, Leandro Pedro Vuaden, viu o lance irregular marcou e aplicou o segundo amarelo no jogador, que tinha sido advertido por tirar a camisa no primeiro gol e mostrado uma mensagem de torcida organizada”, disse.

Adriano fez questão de ressaltar que naquele Ba-Vi teve de tudo um pouco: “Polêmica expulsão de Kieza, chute de Escudeiro na bandeira no canto do campo, com as cores do rival, após ter feito o primeiro gol do Leão no jogo, e o gol marcado aos 19 segundos no cruzamento de Thiago Real pela esquerda”. Para ele, esse sim teve as emoções de um clássico BaVi de verdade.

“Eu estava na Fonte Nova e pude sentir a emoção que todos os Ba-Vis sempre nos causam, principalmente quando seu time (o Vitória, é claro) ganha. O segundo tempo começou empatado e Elton fez um gol de cabeça, que foi anulado por impedimento. Logo vieram os gols de Rhaynner e Diego Renan, que naquele ano poderia ser considerado um dos melhores laterais direitos da série B”, completou.

Bahia e Vitória fazem neste domingo (3), às 17h de Salvador, pela terceira rodada da Copa do Nordeste, o clássico de número 489 da história. A partida será na Arena Fonte Nova e terá torcida única por determinação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Eduardo Dias
Sobre Eduardo Dias 319 Artigos
Editor, colunista e repórter. Acompanha as equipes de futebol do interior da Bahia.

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