Manter Osmar Loss como treinador é menosprezar o torcedor

Foto: Reprodução.

@Resenhanarede

A parada da Copa América serviu para?

Osmar Loss teve 27 dias para dar um novo padrão tático ao Vitória e trazer pelo menos uma melhora de postura da equipe. Mas o que o torcedor Rubro-negro viu no Barradão contra o Cuiabá foi um time “arame liso”. O Vitória ensaiava jogadas ofensivas, mas não conseguia furar o bloqueio defensivo do modesto Cuiabá.

Foram testados dois meias (Felipe Geddoz e Ruy) para tentar uma melhor produção ofensiva, mas o ataque Rubro-negro seguiu inoperante. O atacante Anselmo Ramon chegou a reclamar um pênalti no inicio da partida, mas a bola continuou não chegando limpa para ele.

O treinador pediu jogadores tarimbados para a sequência do campeonato. A direção contratou Chiquinho, Baraka e Martin Rodríguez, durante a pausa. Loss não pode sonhar mais do que isso, ele assinou com o Vitória sabendo da realidade do clube.

Foto: Glauber Guerra.

Momento de reconhecer

Em 21 de maio de 2019, o presidente do Vitória, Paulo Carneiro, anunciou em sua conta pessoal no Twitter a contratação do treinador Osmar Loss.Enquanto muitos torcedores de perguntavam “Osmar quem”? A assessoria do clube se apressava em demonstrar que o treinador tinha tido uma passagem marcante na base do Corinthians, de fato.

Contudo, o novo treinador chegou ao Rubro-negro com um currículo “pobre” em equipes profissionais. Seu mais longo trabalho foi no Juventude (2009), quando ficou por oito meses. Mas o trabalho realizado na base do clube paulista, credenciava o treinador para trabalhar com o presidente do clube. Afinal, segundo Paulo Carneiro, o novo treinador tinha que ser vencedor e identificado com o projeto do Rubro-Negro.

O melhor resultado de Loss a frente do Vitória foi um empate na sua estreia contra o Atlético-GO. De lá para cá foram quatro derrotas.

A aposta no treinador não deu certo, a prova maior é o desastroso resultado contra o Cuiabá dentro de casa. Com 15 partidas ainda a serem realizadas em Salvador, ainda há tempo de salvar o ano e ao menos tirar o time da zona de rebaixamento. Basta o presidente/diretor de futebol, Paulo Carneiro, reconhecer o equívoco.

Texto escrito pelo colaborador: Osvaldo Barreto.

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