Jogadores do Bahia reconhecem má fase, pedem apoio da torcida e negam racha no elenco

Foto; Felipe Oliveira / EC Bahia

@Resenhanarede

O péssimo início de temporada do Bahia criou um grande mal-estar em todos os setores possíveis, desde a diretoria e comissão técnica ao jogadores. E, claro, tudo isso virou pressão na boca e gestos da nação tricolor, nas arquibancadas e nas ruas. A grande expectativa criada com o elenco montado se tornou uma grande frustração. E os resultados ruins, aliados a fracas apresentações deixou o técnico Enderson Moreira na corda-bamba, assim como o profissionalismo e responsabilidade dos atletas com o clube também estão em xeque.

A insatisfação virou reunião na tarde desta quarta-feira. Antes do treino, membros de uma torcida organizada do Bahia se reuniram com os jogadores. Pouco tempo depois, os líderes do elenco pediram para fazer um pronunciamento: Lucas Fonseca, Fernandão, Nilton, Gilberto e o goleiro Anderson pediram desculpas à torcida, reconheceram o momento ruim na temporada e aproveitaram para pedir um voto de confiança e apoio ao grupo.

O primeiro a falar foi o artilheiro Gilberto. Ele se desculpou pelo desabafo após o empate com o Vitória, no último domingo. “Quero pedir desculpa. Quando saí de campo, saí chateado e não devia ter falado. A torcida ficou chateada pelo que eu falei, então peço desculpa. A maneira como me expressei não foi adequada para o momento. Precisamos do torcedor junto, que compre essa ideia, nosso grupo está unido, está fechado. Queremos passar tranquilidade, que as coisas vão dar certo, e isso faz com que a gente tenha confiança no elenco”, falou.

“Sabemos que a torcida influencia dentro de campo. Eu venho aqui pedir o apoio, que é muito importante. A gente não tem racha no clube, entre os jogadores. A gente confia no projeto que foi criado. Para concretizar 100%, a gente precisa do apoio da torcida. Não para um jogador, para todos. Dentro de campo, são 11. Vim pedir o apoio. Tenho certeza que vamos ter um ano abençoado”, pediu o ídolo tricolor Fernandão.

O zagueiro Lucas Fonseca assumiu o mau desempenho dentro de campo do time e aproveitou, assim como os outros jogadores, para reforçar o coro por apoio das arquibancadas. “Tenho mais tempo no Bahia [225 jogos] e posso falar com propriedade: não me recordo de um momento difícil do Bahia que, sem apoio, a gente saiu com facilidade do desafio. Todos os momentos difíceis que passei aqui, quando a torcida esteve do nosso lado, as coisas aconteceram de forma positivas, porque a gente sabe da importância. A gente está assumindo os erros, mas estamos pedindo o apoio, porque, nesse momento difícil, o mais importante é estar junto com a gente”.

Grupo reunido em pronunciamento (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

O goleiro reserva Anderson pediu desculpas por conta dos números na temporada. Ele também defendeu o trabalho do técnico Enderson Moreira, que tem a “cabeça” pedida pela torcida ao final de cada partida. “Futebol é resultado. A gente não vem vencendo. A gente veio pedir o apoio da torcida. Não só vim falar que essa é a desculpa de que estamos dando de não ter apoio… Não. Estamos todos errados. Não quero estar brigando, argumentando. A gente só quer vencer as partidas. Juntos somos mais fortes. A torcida do Bahia é muito importante. A gente está num momento difícil, sabe que está errado, sabe o que tem que fazer, então tem que ficar caladinho, trabalhar ali embaixo com o professor Enderson”, afirmou.

“O que resta é ir para campo e vencer. Estamos focados nisso. A gente acredita na classificação. Se ela vier, vamos chegar forte”, falou o zagueiro Lucas Fonseca, sobre o jogo do próximo domingo, diante do Jequié. Além de vencer a partida, o Bahia precisa torcer para que um dos quatro times do G4 tropecem.

Rafael Tiago Nunes
Sobre Rafael Tiago Nunes 83 Artigos
Editor e colunista. Jornalista e comentarista esportivo. Foi coordenador do Caderno de Esportes do Jornal Massa por oito anos, já foi repórter de esportes, cidade e economia do Jornal Massa. Foi repórter do Caderno 2 do jornal A Tarde e da Rádio Educadora. Atuou também como jornalista na Seinfra (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) e na OAB-BA (Ordem dos Advogados). É assessor de imprensa e sócio-diretor da Habemus Comunicação. Formado na Faculdade da Cidade do Salvador e especializado em jornalismo esportivo.

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