Hora de diretoria e torcida se unirem para transformar o Bahia no Esquadrão de Aço

Enderson Moreira conversa com o numeroso e qualificado elenco (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

@resenhanarede

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Com certeza você já escutou essa frase. Ela é da história do Homem-Aranha, quando o Tio Ben dá uma lição a Peter Parker sobre o uso dos poderes recém-descobertos. E se tem uma instituição que precisa levar essa frase ao pé da letra é o Esporte Clube Bahia. Com um salto no patamar financeiro e no nível de contratações, como a de Fernandão – última anunciada até o momento –, a diretoria e a nação tricolor precisarão mais do que nunca estar em boa sintonia para que as coisas fluam da melhor maneira possível e se perpetuem.

A torcida pede a diretoria um time forte, com bons nomes, com ídolos há bastante tempo, principalmente pelo sonho de ver o Tricolor lutando de igual para igual com os times do sul/sudeste. E já em seu segundo ano de mandato, o presidente Guilherme Bellintani resolveu atender ao pedido. Base mantida, com a renovação de nomes como o atacante Gilberto, chegada de Fernandão, Moisés, Douglas, Ernando, Guilherme, entre outros que já estão no Fazendão e outros que ainda estão por vir. O que fará aumentar também a pressão por títulos.

O presidente Guilherme Bellintani observa o treino do Bahia no Fazendão (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

Mas para que esse tão sonhado novo patamar – segundo escalão do futebol brasileiro, junto com times como Atlético-PR, Botafogo, Fluminense, Vasco e Santos – de contratações e de salários seja mantido por um longo período de tempo, duas situações serão de fundamental importância: aumento considerável da associação de torcedores e conquistas de títulos de relevância nacional, como Copa do Brasil, e internacional, como a Copa Sul-Americana. O Campeonato Baiano e Nordestão viram, basicamente, obrigação.

A realidade é simples. Um time forte, com bons jogadores, exige folha salarial mais alta. Isso é óbvio, você deve estar pensando. Mas aí é que complica. Não é de hoje que os presidentes que passam pelo Bahia falam que para fazer contratações mais caras é necessária a participação direta dos torcedores. E são duas formas possíveis: adesão ao plano de sócio-torcedor, que ainda está muito aquém em relação aos grandes do Brasil, e ir ao estádio.

Com um grande número de sócios-torcedores e de estádio sempre cheio, os cofres do clube dão uma respirada. Consequentemente, para que o torcedor continue a se associar e ir aos jogos é preciso um time que vença os seus jogos e que conquiste títulos, o que também aumentará a cobrança da nação tricolor por bons resultados. A junção disso, além de tudo já citado, deixa a instituição mais atrativa para patrocinadores melhores e até mesmo investidores, como o Palmeiras tem a Crefisa e o Atlético-MG e Corinthians o BMG. Você já se associou? Quer cobrar? Faça a sua parte. Ajude o Bahia a voltar a ser o Esquadrão de Aço e cobre por títulos!

Rafael Tiago Nunes
Sobre Rafael Tiago Nunes 152 Artigos
Editor e colunista. Jornalista e comentarista esportivo. Foi coordenador do Caderno de Esportes do Jornal Massa por oito anos, já foi repórter de esportes, cidade e economia do Jornal Massa. Foi repórter do Caderno 2 do jornal A Tarde e da Rádio Educadora. Atuou também como jornalista na Seinfra (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) e na OAB-BA (Ordem dos Advogados). É assessor de imprensa e sócio-diretor da Habemus Comunicação. Formado na Faculdade da Cidade do Salvador e especializado em jornalismo esportivo.

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