Guia do Campeonato Baiano 2018

Campeão do último Baiano, Vitória soma 29 títulos e segue sua perseguição ao maior rival, o Bahia, que tem 46. No interior, o maior campeão é o Botafogo, que sequer figura na Série A do campeonato. Atrás dele vem o bicampeão Fluminense de Feira. Foto: Reprodução/ESPN

O próximo domingo marca o início da centésima décima quarta edição do Campeonato Baiano de Futebol. A competição estadual começou a ser disputada no longínquo ano de 1905 e é a segunda mais antiga do futebol nacional, ficando atrás, apenas, do Campeonato Paulista, que teve sua primeiríssima edição em 1902. A primeira edição foi vencida pelo extinto Clube Internacional de Cricket, e de lá até aqui já foram 114 anos ininterruptos de bola rolando pelo Baianão por todo o estado.

Bahia e Vitória são, com sobras, os maiores vencedores da competição. O Tricolor lidera com folga a contabilidade de títulos: soma 46, sendo que o primeiro foi conquistado já no seu ano de fundação, em 1931. Àquela altura, o Rubro-negro já somava dois títulos, sendo o primeiro conquistado há exatos 110 voltas da Terra em torno do sol, ou seja, no ano de 1908. Salvador é a cidade com mais títulos do certame, com 113 títulos distribuídos entre Bahia, Vitória, Ypiranga, Galícia, Leônico, Internacional de Cricket, Fluminense de Salvador, AAB, Sport Bahia, Atlético de Salvador, Internacional e Santos Dummond. Atrás da capital vêm as cidade de Senhor do Bonfim, com seus 7 títulos assinados com o nome do Botafogo, conhecido como o Mais Simpático; Feira de Santana, que, com o bicampeonato do Fluminense de Feira e o título do Bahia de Feira, soma 3 títulos; e, por fim, a cidade de Ilhéus, que levantou sua taça pelas mãos do Colo-Colo em 2006.

O Campeonato Baiano já contou com formatos muito maiores, além de gozar de mais prestígio perante os torcedores e junto aos clubes, principalmente Bahia e Vitória, que possuem um calendário mais extenso e bem definido. Nesta temporada o Baianão possui dez postulantes ao título, sendo que 60% lutam por um feito inédito. São eles: Atlântico, Jacobina, Jacuipense, Jequié, Juazeirense e Vitória da Conquista. Os outros 40%, que entram na competição para repetir uma glória já conquistada são Bahia, Bahia de Feira, Fluminense de Feira e Vitória.

Nesta edição os dez clubes estão agrupado em grupo único onde todos se enfrentam em turno único. Os quatro primeiros colocados avançam para a semifinal e, posteriormente, final. O último colocado é rebaixado para a Série B do ano seguinte. A partir da segunda fase os jogos acontecem em ida e volta.

REGULAMENTO:

1ª FASE:

|TURNO ÚNICO|
TODOS X TODOS
CLASSIFICAM OS 4 PRIMEIROS COLOCADOS
ÚLTIMO COLOCADO É REBAIXADO.

SEMIFINAIS:

| JOGOS DE IDA E VOLTA|
JOGO 1: 1º COLOCADO x 4º COLOCADO
JOGO 2: 2º COLOCADO x 3º COLOCADO

FINAIS:

VENCEDOR JOGO 1 X VENCEDOR JOGO 2

Além disso, a partir da fase semifinal, segue o formato em que o melhor colocado na pontuação geral tem a vantagem de jogar por dois empates.

Apresentado o formato, que tal conhecer um pouco mais sobre os protagonistas da 114ª edição do Campeonato Baiano? O Resenha na Rede elaborou este guia para você conhecer um pouco mais sobre cada uma das dez equipes que disputam o Baianão 2018. Confira:

ATLÂNTICO

O jovem Atlântico Esporte Clube foi fundado há pouco menos de 18 anos e tem sede em Lauro de Freitas. Apesar de ter origem na cidade vizinha à capital, o Tubarão mandará suas partidas no Estádio Roberto Santos, o conhecido Metropolitano de Pituaçu. Até 2002 o time era focado exclusivamente na divisão de base, mas decidiu “se jogar” no profissionalismo e participou da Taça Estado daquele ano e quase chega à Primeirona logo de cara. O sonho do Baianão, entretanto, se concretizou 14 anos depois, no ano de 2016, quando o Atlântico venceu a primeira divisão e chegou à elite do futebol baiano.

 

Foto: Reprodução/Site Oficial do Atlântico

Os destaques do Atlântico neste ano são o técnico Ricardo Silva, velho conhecido da torcida do Vitória, e Alef, que passou pelas bases de Bahia e Vitória -inclusive saiu do Tricolor após problemas com pagamentos de FGTS- e acumula passagens por seleções de base.

O Atlântico estreia dentro de casa às 16h30 do próximo domingo, 21, contra o Vitória da Conquista. A partida será preliminar das estreias de Vitoria e Juazeirense, que se enfrentam no mesmo dia, no Barradão.

Alef é o destaque do Atlântico. Tem passagem por Bahia, Vitória e diversas seleções de base, como sub-15 e sub-17.

FICHA

Nome: Atlântico Esporte Clube

Apelido/Mascote: Tubarão

Data de Fundação: 15 de março de 2000

Títulos Baianos: Nenhum

Estádio: Pituaçu

Treinador: Ricardo Silva

Destaque: Alef

BAHIA

Maior vencedor da competição, o Bahia não tem o Campeonato Baiano como prioridade. Apesar de estar na fila há duas edições, vendo o título ficar nas mãos do Vitória, seu maior rival e segundo colocado no ranking de campeões baiano, o Tricolor deve seguir a fórmula da última edição e utilizar um time alternativo, fazendo rodízio para colocar o time principal em ação na Copa do Nordeste, grande objetivo do time neste primeiro semestre.

Para a estreia contra o “xará” Bahia de Feira, o técnico Guto Ferreira deve iniciar um processo de recuperação de alguns jogadores que estão em baixa com a torcida tricolor: é o caso do zagueiro Rodrigo Becão, o meia Vinícius, e, principalmente, o centroavante Hernane, que terá, no Baianão, a chance de resgatar a alcunha de “Brocador”. O Baianão deste ano servirá de laboratório e oportunidade para valores da divisão de base tricolor: os mais badalados são Geovane Itinga e Felipinho, que foram integrados ao elenco principal após a eliminação precoce do Tricolor na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Outros nomes já treinavam junto ao time principal: é o caso de Kaynan, que no ano passado já tinha sido testado pelo técnico Guto Ferreira e chegou a marcar um gol contra o próprio Bahia de Feira, adversário do Tricolor da capital em sua estreia.

FICHA

Nome: Esporte Clube Bahia

Apelido/Mascote: Esquadrão de Aço/Superhomem

Data de Fundação: 01 de janeiro de 1931

Títulos Baianos: 46

Estádio: Arena Fonte Nova

Técnico: Guto Ferreira

Destaque: Edigar Junio

BAHIA DE FEIRA

O Tremendão foi fundado justamente na data da Independência da Bahia. Mais especificamente no dia 2 de Julho de 1837. Além do nascimento marcante, o Bahia de Feira está na seleta lista de clubes que quebraram a hegemonia de Bahia e Vitória no Baianão. O ano era 2011 e o time liderado por Diones e João Neto se sagrou campeão enfrentando o Vitória e com direito a uma virada marcante em pleno Barradão após empatar na primeira partida, que ocorreu no Estádio Joia da Princesa.

Já se foram sete anos desde aquele título e o Bahia de Feira passou longe de repetir uma campanha que lembrasse aquela histórica. Para conseguir um feito pelo menos semelhante, o técnico Quintino Barbosa, o famoso Barbosinha, conta com o goleiro Jair -que era o goleiro daquela campanha histórica e acabou indo para o Bahia depois do título-, carinhosamente chamado de “O Melhor da Bahia”. Para este Baianão, o Bahia de Feira também aposta em jogadores de sua divisão de base, a exemplo do atacante Décio, que tem aparecido com frequência nos treinos da equipe.

O Bahia de Feira estreia contra o seu “xará” da capital, o Bahia. A partida acontece no Joia da Princesa às 16h30 do próximo domingo.

FICHA

Nome: Associação Desportiva Bahia de Feira

Apelido/Mascote: Tremendão/Cangaceiro

Data de Fundação: 2 de julho de 1947

Títulos Baianos: 1

Estádio: Joia da Princesa

Técnico: Barbosinha

Destaque: Jair

FLUMINENSE DE FEIRA

Dentre os times do interior que disputam o Baianão deste ano não há ninguém com mais títulos que o Flu de Feira. Fundado no dia 1 de janeiro de 1941, o Touro do Sertão é bicampeão baiano e possui causos maravilhosos em sua história como disputar uma partida contra o Parma, clube italiano que, na década de 90, teve suas traves defendidas por Taffarel. No mesmo ano, 1992, o Fluzão se tornou o primeiro clube do interior baiano a chegar a uma final nacional, quando enfrentou o Tuna-Luso, do Pará. A equipe paraense acabou campeã graças a uma virada sensacional e por conta de uma polêmica reviravolta no regulamento da competição, o Flu sequer ficou com o acesso à Série B de 1993.

Já no século XXI, o Fluminense de Feira bateu na trave da glória máxima da nossa região: chegou até a final da Copa do Nordeste, mas não conseguiu superar o Vitória, que jogou com o regulamento debaixo dos braços e segurou o resultado de dois empates para se sagrar campeão.

Para sair da fila e vencer o Baianão, algo que já não acontece desde 1969, o Fluminense de Feira aposta em nomes conhecidos no cenário nacional: é o caso do goleiro Deola, com passagens por Palmeiras e Vitória. O técnico do Fluzão é Evandro Guimarães.

Por conta de uma mudança de última hora, o Fluminense de Feira só estreia no próximo dia 24, em partida contra o Atlântico e válida pela segunda rodada. Pela tabela anterior, o adversário do Touro seria a Jacuipense, mas por conta das condições do estádio Eliel Martins, o Valfredão, a Federação Baiana de Futebol (FBF) decidiu fazer algumas mudanças. A partida da primeira rodada do Flu vai para o dia 14 de fevereiro.

Deola é o destaque do Fluminense de Feira para este Campeonato Baiano. Foto: Reprodução/Site do Fluminense de Feira

FICHA

Nome: Fluminense de Feira Futebol Clube

Apelido/Mascote: Touro do Sertão/Touro

Data de Fundação: 1 de janeiro de 1941

Títulos Baianos: 2

Estádio: Joia da Princesa

Técnico: Evandro Guimarães

Destaque: Deola

JACOBINA

O Jacobina subiu à Primeira Divisão do Campeonato Baiano em 2015 e se manteve firme desde então. Na última Série D do Campeonato Brasileiro o time fez boa campanha antes de ser parado pela Juazeirense, que mais à frente conseguiu, inclusive, subir de divisão.

O clube fundado em 1993 inicia o campeonato sem treinador. Por hora o comandante do time é o preparador físico Bruno Veloso. Ele esteve à frente do comando técnico do Jacobina durante a preparação do time para o Baiano, quando o time fez algumas partidas amistosas e o atacante Vitinho se destacou marcando em todas as partidas. As partidas do JEC foram contra a Seleção de Lapão, vencida pelo placar de 4×0; e Bahia de João Dourado, com placar de 2×1 favorável ao Jacobina.

Assim como todos os outros times, o Jegue da Chapada estreia no próximo domingo. A partida é contra o novato Jequié às 16h, no estádio José Rocha.

Elenco do Jacobina em amistoso contra a Seleção de Lapão. A partida aconteceu no Estádio de Aguada Nova, em Lapão, e o Jacobina venceu por 4×0. Foto: Reprodução/Facebook do Jacobina

FICHA

Nome: Jacobina Esporte Clube

Apelido/Mascote: Jegue da Chapada

Data de Fundação: 1 de dezembro de 1993

Títulos Baianos: 0

Estádio: José Rocha

Treinador: Bruno Veloso (Interino)

Destaque: Vitinho

JACUIPENSE

A Jacuipense é um dos poucos clubes com calendário um pouco mais prolongado na Bahia. Além do Campeonato Estadual, a equipe de Conceição do Jacuípe também disputa a Série D do Campeonato Brasileiro desta temporada de 2018. A equipe já tem 52 anos de história e desde que retornou à primeira divisão estadual, em 2012, se mantém no topo do futebol baiano.

Campeã da Série B do Baiano em 1989, o time do técnico Jonilson Veloso tentará a mescla de jogadores jovens com outros rodados como fórmula para surpreender na 114ª edição da Série A do Baiano. O grande destaque da equipe é o experiente Danilo Rios, atleta revelado pelo Bahia na segunda metade da década passada e que também teve uma boa passagem pelo Vitória. Junto a ele, chegaram os meias Eudair e Mauri, ambos com passagens pela divisão de base do Vitória.

A estreia do Leão do Sisal será apenas na segunda rodada do campeonato, quando o time enfrenta o Bahia, na Arena Fonte Nova. A partida do Jacobina válida pela primeira rodada será contra o Fluminense de Feira foi remarcada para o dia 14 de janeiro por conta de problemas na estrutura do estádio Valfredão, que desde a última edição do campeonato já vinha sofrendo críticas dos jogadores por conta das péssimas condições do gramado.

Experiente, Danilo Rios é o grande nome do elenco do Jacobina para o Campeonato Baiano. Foto: Reprodução/Marcos Dantas

Nome: Esporte Clube Jacuipense

Apelido/Mascote: Leão do Sisal

Data de Fundação: 21 de abril de 1965

Títulos Baianos: 0

Estádio: Eliel Martins (Valfredão)

Treinador: Jonilson Veloso

Destaque: Danilo Rios

JEQUIÉ

Debutando na Primeira Divisão, o Jequié é o orgulho da cidade que fica a cerca de 370 quilômetros da capital. O campeão da última Série B do certame deixou o Cajazeiras FC pelo caminho para se garantir entre os dez melhores clubes da Bahia.

O time jequieense aposta na experiência internacional para fazer bonito em sua estreia no Baianão: além dos camaroneses Prosper Koffi e Arnold Meveng, o elenco do Jipão conta com Thiago Carioca. Este último não é estrangeiro, mas conta com passagens pelo continente europeu: atuou no futebol croata e, também, jogou na Macedônia. Para comandar o elenco de pompa internacional, a diretoria do clube escolheu um treinador que, além de baiano, carrega o estado em seu sobrenome: Eduardo Bahia. Ele foi o escolhido para suceder o treinador do acesso, Paulo Sales, que deixou o clube pouco tempo após renovar o contrato.

Às vésperas de iniciar o campeonato, o Jequié ainda aguarda a confirmação de um reforço importante: o seu estádio. O Waldomiro Borges ainda passa por uma série de reformas em sua estrutura, mas há a expectativa de que esteja pronto para uso na segunda rodada, quando o Jequié faz sua primeira aparição em casa frente ao Bahia de Feira. Contudo, antes disso o time tem compromisso contra o Jacobina, no estádio José Rocha às 16h do próximo domingo, 21.

O Waldomirão é um dos reforços mais aguardados pela torcida do Jequié. Foto: Reprodução/Site Oficial ADJ

FICHA

Nome: Associação Desportiva Jequié

Apelido/Mascote: Jipão/Sol

Data de Fundação: 20 de novembro de 1969

Títulos Baianos: 0

Estádio: Waldomiro Borges (Waldomirão)

Técnico: Eduardo Bahia

Destaque: Thiago Carioca

JUAZEIRENSE

A Juazeirense foi a grande surpresa do futebol baiano em 2017 quando alcançou o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. O feito do Cancão de Fogo é inédito para times do interior, já que apenas Bahia e Vitória alcançaram o feito de subir divisões nacionais. Quando o assunto é Campeonato Baiano, o clube de Juazeiro tem uma história recente, mas de se chamar atenção: chegou às semifinais em 2015 e 2016, sendo que na primeira ocasião quase surpreendeu o Bahia em plena Arena Fonte Nova, quando abriu 2×0 -resultado mais do que suficiente para confirmar a classificação à grande final-, mas cedeu a virada ao time tricolor.

A grande campanha da história do clube fundado em 2006, sem dúvidas, foi a da última Série D. A Juazeirense passou por rivais locais, como Jacobina e Fluminense de Feira e foi valente contra o tradicionalíssimo América-RN para carimbar o passaporte para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Na semifinal o Cancão foi derrotado mesmo após abrir um bom resultado de 3×1 no jogo de ida contra o Globo-RN. A queda na penúltima fase do nacional não diminuiu o resultado da Juazeirense, que se confirmou como a terceira força do Estado e agora, no Campeonato Baiano, joga para se afirmar ainda mais.

Para isso, a diretoria do clube manteve uma base e renovou com 14 dos jogadores que conquistaram o acesso à Série C. Além disso, se reforçou com Adriano Apodi, que estava na campanha do vice-campeonato baiano do Vitória da Conquista em 2015 e, no mesmo ano, foi contratado pelo Bahia, onde jogou algumas partidas da Série B.

A estreia da Juazeirense é no próximo domingo contra o Vitória, no Barradão. Apito inicial marcado para as 18h30.

Salatiel, o “Cruel”, chegou para repor a perda do atacante Sassá e disputar a Série D. Ele não decepcionou: mesmo com o “bonde andando” marcou três gols e acabou como vice-artilheiro da Juazeirense.  Ao fim da competição, renovou com a Juazeirense e disputa o próximo Campeonato Baiano pelo Cancão de Fogo.                                                                                                                                            Foto: Carlos Humberto/Agência CH

FICHA

Nome: Sociedade Desportiva Juazeirense

Apelido/Mascote: Cancão de Fogo

Data de Fundação: 12 de dezembro de 2006

Títulos Baianos: 0

Estádio: Adauto Moraes

Técnico: Luiz Antonio Zaluar

Destaque: Salatiel

VITÓRIA

O Vitória só está atrás do seu maior rival quando o assunto é título de Campeonato Baiano. A década passada foi de ouro para o Rubro-Negro quando o assunto é Baianão: de 2000 a 2010 o Vitória foi campeão em oito oportunidades, sendo finalista em nove. Nesse período o Leão chegou a dois tetracampeonatos baianos, ou seja, por duas vezes levou quatro títulos em sequência. Apenas os campeonatos de 2001 e 2006 não tiveram o nome do Esporte Clube Vitória cravado na taça. A virada da década marcou a volta de um equilíbrio entre Vitória e seu maior rival, o Bahia: de 2011 até 2017 foram três títulos para cada lado, além do campeonato conquistado pelo Bahia de Feira.

O Vitória é o atual bicampeão baiano, sendo que conquistou o último de forma invicta, e está a uma conquista de celebrar o seu 30º título estadual. Por conta da recente instabilidade política do clube, que levou o time Rubro-negro a penar para sobreviver no último Brasileirão, o técnico Vágner Mancini deve apostar em força total porque um título na atual conjuntura pode significar um pouco mais de paciência e calma da torcida para a nova diretoria contornar a dificuldade financeira e trabalhar na montagem do elenco.

Apesar de apostar na força total, o Baianão também deve servir de laboratório para o Rubro-negro testar alguns jogadores da base, principalmente aqueles que vêm se destacando na Copa São Paulo de Futebol Júnior, competição que o Vitória tem feito bonito com seu sub-20 e já está entre os oito melhores em uma competição que inicia com 128 times. É o caso do lateral-direito Cedric, o centroavante Eron e, principalmente, o meia Luan, que é o artilheiro da Copinha e já teve o nome ventilado no Barcelona.

O Vitória estreia dentro de casa contra a Juazeirense. O apito inicial está marcado para as 18h30.

Elenco campeão do Baiano de 2017. Foto: Reprodução/Margarida Neide | Ag. A Tarde

FICHA

Nome: Esporte Clube Vitória

Apelido/Mascote: Leão da Barra/Leão

Data de Fundação: 13 de maio de 1899

Títulos Baianos: 29

Estádio: Barradão

Técnico: Vagner Mancini

Destaque: Santiago Tréllez

VITÓRIA DA CONQUISTA

Um dos times mais jovens do Campeonato Baiano é, também, um dos clubes mais organizados do certame. Feito que é raro por essas bandas. A organização do clube, todavia, ainda não se traduziu em títulos, mas há de se reconhecer que com apenas doze anos de fundação é notável que um clube suba, se estabeleça na primeira divisão estadual e sempre figure entre os favoritos a tirar o título de Bahia e Vitória. O Bode chegou a bater na trave em 2015, quando chegou à final para enfrentar o Bahia e aplicou uma goleada por 3×0 no primeiro jogo, que aconteceu em seus domínios: o estádio Lomanto Júnior. No jogo da volta o Bahia se impôs e aplicou uma goleada ainda mais avassaladora: 6×0 e título para o Tricolor da capital.

Para alcançar o sonho da Taça Estadual, o presidente Ederlane Amorim apostou em Washington Coração-Valente, um técnico jovem e de primeira viagem, mas com carreira -enquanto jogador- muito vitoriosa. Outro destaque conquistense é o atacante Flávio Caça-Rato, que ficou famoso em sua passagem pelo Santa Cruz, mas que também teve boas aparições no Remo.

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Washington se aposentou em 2011 e de lá pra cá vem se preparando para se tornar treinador. Nesse período, fez cursos ministrados pela CBF e passou por estágios com alguns técnicos como, por exemplo, Abel Braga, Paulo Autuori e Tite. Seu primeiro desafio como treinador será no Vitória da Conquista. Foto: Reprodução/Achei Sudoeste

FICHA

Nome: Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista

Apelido/Mascote: Bode

Data de Fundação: 21 de janeiro de 2005

Títulos Baianos: 0

Estádio: Lomanto Júnior/Lomantão

Técnico: Washington Coração-Valente

Destaque: Flávio Caça-Rato

Vinicius Nascimento
Sobre Vinicius Nascimento 210 Artigos
Estudante de Comunicação na UFBA, produtor do programa Os Donos da Bola na TV Band e faz de tudo no Resenha na Rede. Oficialmente, editor e repórter do site. Tricolor, viciado em estádio e feliz pela própria natureza.

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