Futebol custa caro, ainda mais no interior

Campeonato Baiano 2018 (Foto: Reprodução)

O Campeonato Baiano 2018 conta com sete equipes do interior na Séria A e quatro na Série B.
Antes de colocar os times em campo, há muito chão pela frente, muita conta a ser feita, muita porta de patrocinador para bater. As equipes buscam incansavelmente por apoio e patrocínios em suas cidades e fora delas. No entanto, não é tão fácil fazer futebol no interior. Com a crise financeira, falta de patrocínios e mudanças frequentes de gestões técnicas e executivas, os times do interior têm uma dura missão; a de disputar o estadual com todas as dificuldades enfrentadas.

Com exceções de Juazeirense, que disputará, pela primeira vez, a Série C do Campeonato Brasileiro, no segundo semestre e Jacuipense, Vitória da Conquista e Fluminense de Feira, que disputarão a Série D, temos as demais equipes que ficarão com a disputa da Taça Governador do Estado, como competição a disputar no segundo semestre de 2018.

Na busca pela ascensão no campeonato, as equipes têm um calendário anual curto, em termos de competições. Algumas chegam a disputar, durante o ano, apenas o Estadual, encerrando suas atividades após o fim do certame. Para que tenham algo a disputar no próximo ano, investem o que podem e o que não podem no Baianão, válvula de escape para a próxima temporada.

Recentemente, tivemos o caso do time do Jacobina, time que disputará em 2018 apenas o baianão e Taça Governador, divulgado por seus atletas e técnico, em entrevistas, e seu presidente, em desabafo em rede social. O Jegue, que há dois anos disputa o campeonato brigando para não cair para a segunda divisão, sofre com a falta de apoio de comerciantes e empresários locais.

Esses times, que levam o nome da cidade para o cenário nacional, necessitam de apoio. Temos como exemplo a Juazeirense, em organização, comprometimento e trabalho. O Cancão, que em 11 anos de fundação alcançou a Série C do Brasileirão, é forte candidato ao título do baianão deste ano. Tornou-se sensação do futebol do interior, recebendo o apelido de “Terceira Força” do estado.

Tivemos o último campeão baiano do interior em 2011, com o Bahia de Feira, batendo o Vitória no Barradão. Depois disso, de lá pra cá, apenas o Vitória da Conquista chegou à final, em 2015, quando pensávamos que o título voltaria para o interior do estado, após um 3×0 digno de aplausos no Lomanto Júnior. No entanto, na volta, em Salvador, o Bode voltou para casa levando uma sonora goleada do Bahia de 6×0.

Contudo, me faço algumas perguntas: Por que não ajudar? Por que não investir no futebol do interior? Por que não lutar contra a hegemonia de Bahia e Vitória no campeonato? Precisamos do futebol do interior forte. Os clubes precisam de mais apoio, da Federação, empresários e por que não, da sua torcida? Ainda quero ver o surgimento de novos Colo-colos, “Bahias” de Feira e Fluminenses, para que o baianão saia da mesmice de anos e assim revelaremos bons times e bons jogadores, oriundos do interior, para o cenário nacional.

 

Eduardo Dias
Sobre Eduardo Dias 53 Artigos
Estudante de Jornalismo (Estácio), amante do futebol e da cultura nordestina. Colunista e Repórter da Juazeirense/Jacuipense/Jacobina.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*