“Eu, particularmente, se fosse jogador de futebol que estivesse do lado de fora, pensaria duas vezes antes de vir para o Vitória”. A Contextualização de um desastre

Foto: Maurícia da Matta

A fórmula do sucesso ainda não foi descoberta pelos cientistas, mas o caminho para o fracasso é fácil de ser percorrido, afinal basta alguns deslizes e tudo que você idealizou como sucesso poderá ruir. O atual presidente do Vitória, Ricardo David, se apresentou como “o novo”, uma mistura de gestor administrativo e de futebol, fato que fez o torcedor confiar e o eleger.

Mas agora Ricardo terá que gerenciar a sua primeira crise dentro do Esporte Clube Vitória, em nome da democracia e transparência, as reuniões do Conselho Deliberativo são transmitidas ao vivo nas redes sociais, o que aconteceu nessa quarta-feira (27), e a frase que estampa as manchetes das mídias esportivas foi amadora. A afirmativa de que se fosse atleta, não teria tanta certeza em vir atuar no time foi o estopim para revolta virtual e um burburinho na reunião.,,

Pinçar a frase sem buscar interpretar o contexto em que ela foi dita, é uma temeridade e falta de bom senso. Ricardo David estava falando sobre a lista vazada na gesta anterior, que revelou os salários e situações contratuais dos atletas. Explicava ele que que os empresários e jogadores não aceitam renovar ou assinar ganhando menos que “tal” atleta. Nesse contexto de informações surgiu a maldita frase, revelando uma inexperiência do gestor que foi tão bem “vendido” durante as eleições.

O Resenha na Rede tentou entrar em contato com os quatro últimos candidatos às eleições do Esporte Clube Vitória, para que os mesmos pudessem se posicionar em relação ao fato. Raimundo Viana e Manoel Matos preferiram não se posicionar no momento. Já Tiago Ruas foi categórico ao dizer “tem coisas que ultrapassam a transparência”. Jorge Presídio afirmou que se manifestará através de nota para imprensa.

Como já dito por aqui, Ricardo David não tem chance para o azar. Mesmo com toda dificuldade encontrada no seu inicio de gestão,  não caberia ao presidente do clube deixar transparecer algo que apresenta um tom de desespero, por mais que seja verdade, se assim não o fosse, a transmissão não teria sido interrompida imediatamente. O futebol pune e não permite muitos deslizes.

 

Osvaldo Barreto
Sobre Osvaldo Barreto 826 Artigos
Advogado. Estudante de Jornalismo (Estácio). Editor, colunista e repórter do Resenha na Rede. Apaixonado pela escrita e pelo Rubro-negro.

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