Entrevista: Evandro Nascimento “Vovô”, Presidente da Federação Baiana de Jiu-jitsu e MMA

Arte: Reprodução

A Federação Baiana de Jiu-jitsu e MMA mudou o calendário esportivo da Bahia, criando o Campeonato Baiano em XI etapas. O Presidente da Federação, Evandro Nascimento Vovô”, bateu um papo com o @resenhanarede e explicou os futuros projetos da instituição.

Resenha na Rede: Vovô, como surgiu a ideia da criação da Federação Baiana de Jiu-jitsu e MMA?

Vovô: A ideia da Federação surgiu a partir de um campeonato interno realizado por nós, teve uma proporção muito grande, e as pessoas pediram para gente fazer o campeonato aberto.

Resenha na Rede: A Federação divide o Campeonato Baiano em etapas. Qual a intenção em distribuir o evento ao longo do ano e não fazê-lo em poucas etapas?

Vovô: Na verdade queremos proporcionar ao atleta que ele lute mais, temo a visão esportiva. Também o atleta pode buscar mais patrocínios, por estar lutando todo mês. Além disso,  o patrocínio através de empresas melhora, visto que, mostramos que podemos dar mais visibilidade.

Resenha na Rede: Na concepção, a ideia é que exista Confederação e Federação. A Bahia possui outras instituições que se denominam Federações, por que esse fato acontece?

Vovô: A situação de existir várias Federações e Confederações é por conta da legislação, que permite que exista mais de uma Federação da mesma modalidade. Tudo tem um ponto positivo e negativo, o lado bom é que não existe o monopólio e quem fizer o melhor trabalho, melhor organização, se sobressai e nem sempre somente uma Federação consegue fazer um bom trabalho.

Resenha na Rede:Esse fato enfraquece uma parceria com a Confederação Brasileiro de Jiu-jitsu (CBJJ)?

Vovô: Não acredito que enfraqueça, pois entra a questão política, na qual, a Confederação não tem interesse que a Federação seja forte. Hoje a pessoa pode lutar diretamente na Confederação sem vínculo com qualquer Federação, isso não é um lado positivo. Você tem várias Federações que estão inativas e a Confederação concede a elas o direito de serem chanceladas. Para gente não muda muita coisa, não temos vínculo algum com nenhuma Confederação, portanto, penso que isso não muda.

Resenha na Rede: O Jiu-jitsu hoje não é um esporte olímpico, como você vê a inserção do esporte nesse tipo de competição?

Vovô: Essa questão vejo com muita preocupação, pois não vejo qual a vantagem em ser ou não ser olímpico. Isso é polêmico e controverso, na verdade ainda não tenho uma opinião formada, acredito que se fosse olímpico teríamos outras dificuldade, nesse aspecto também teríamos um lado positivo e negativo.

Resenha na Rede: Em relação ao MMA, quais os projetos da Federação para modalidade na Bahia?

Vovô: A intenção de fazer “Jiu-jitsu e MMA”, foi abarcar um esporte que estava crescendo sem orientação. A gente tem o foco no Jiu-jitsu, Yuri Carlton (Nordeste MMA) e Zé Mário (ZMT) são os caras que estão aí para tocar o MMA e a gente dá o suporte para eles. Então, aos poucos acredito que devemos entrar na organização do MMA, adianto que vamos promover o Circuito Baiano de MMA amador.

Resenha na Rede: Conta pra gente um pouco da trajetória de Vovô dentro do Jiu-jitsu.

Vovô: Comecei o Jiu-jitsu já depois de velho, tomei gosto por competir. Comecei a dar aula desde cedo, quando ainda era faixa roxa. Me apaixonei pelo esporte, as pessoas sabem como o Jiu-jitsu é apaixonante e estamos aqui hoje fazendo o que a gente gosta, com a Federação e a equipe. Graças a Deus sou feliz por ter lutado os principais campeonatos de Jiu-jitsu, já viajei para todo Brasil, conheci o mundo através do Jiu-jitsu. Já fui campeão brasileiro, campeão Pan-americano, campeão do Internacional Master, as principais competições da CBJJ já lutei, desde as faixas menores.

 

Osvaldo Barreto
Sobre Osvaldo Barreto 757 Artigos
Advogado. Estudante de Jornalismo (Estácio). Colunista e repórter do Esporte Clube Vitória.

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