Foto: divulgação / Ferroviária SA

Finalizando a “Edição Especial: Ferroviária”, faremos um resumo dos principais momentos das nossas lives. Convidamos Felipe Bonholi (Analista de Desempenho), Aline Milene (meio-campista) e Tatiele Silveira (Técnica), que passaram um pouco das suas experiências, impressões, momentos marcantes e, claro, a contribuição nesse projeto extremamente vencedor. O que rolou você confere a seguir!

Foto: Jonatan Dutra / Ferroviária SA

Felipe Bonholi

Analista de Desempenho da equipe Feminina de 2018 até o fim de 2019, Felipe Bonholi, atualmente na equipe masculina, foi nosso primeiro entrevistado. Sempre muito solícito, descreveu sobre a função exercida por ele que vem crescendo muito no futebol brasileiro.

Amante do esporte desde a infância, Felipe sempre acompanhou as equipes treinadas pelo pai no futsal. Além disso, era fanático pela parte tática, assistindo muitos vídeos referentes ao esporte mesmo antes de tornar-se Analista. O profissional, diferente de alguns analistas, formou-se em Administração, especializando posteriormente em Gestão Técnica do Futebol na Universidade do Futebol, algo que, segundo o mesmo, proporcionou maior entendimento do futebol por diferentes prismas.

Felipe pontuou que seu trabalho consiste na captação de dados por meio da filmagem de jogos e treinos, mensurando dados capazes de auxiliar o trabalho da comissão técnica no intuito de melhorar a performance do time. No clube, time feminino e masculino utilizam a mesma estrutura de trabalho.

Para fechar, o analista falou sobre a evolução da modalidade feminina que antes tinham poucos jogos disponíveis para serem analisados sofrendo com a escassez de informações, assim como a ausência das categorias formadoras, fato que vem se modificando gradativamente. Além disso, o araraquarense mencionou o prazer que teve em trabalhar dentro do projeto extremamente profissional das Guerreiras Grenás, grande desafio que gerou crescimento profissional e pessoal enquanto indivíduo.

Foto: Jonatan Dutra / Ferroviária SA

Aline Milene

Jogadora de grande experiência no futebol, incluindo passagem nos Estados Unidos, a atleta relembrou seu início de carreira na base do Atlético-MG, quando a mesma ainda tinha 13 anos, além da experiência no futsal. Aline também passou pelo futebol sul-mato-grossense antes da grande empreitada rumo ao exterior, onde pôde conciliar estudos com prática esportiva e ter acesso a uma nova cultura, o que, sem dúvidas, agregou na sua performance enquanto atleta. Aline chegou à Ferroviária no início de 2019 e assinou por 4 anos, tornando-se uma das principais peças da equipe grená. Logo em seu primeiro ano, teve participação de suma importância no título nacional e declarou o primeiro jogo da final como inesquecível, visto que a mesma marcou o gol de empate contra as rivais corintianas.

Fazendo um balanço das duas últimas temporadas da Ferrinha, nossa entrevistada afirmou que a equipe seguia muito bem, já que além do título Brasileiro e da final da Libertadores, em 2020, as peças que chegaram “somaram bem e encaixaram rápido no sistema do time”, o que culminou com as 4 vitórias nas 4 partidas jogadas no atual Campeonato Brasileiro. Segundo a meio-campista, o início conturbado de 2019 finalizado com o título fortaleceu a equipe como um todo, sendo esse início arrasador um mix entre as chegadas dos reforços e a consolidação natural de um elenco calejado e muito amadurecido.

Foto: Jonatan Dutra / Ferroviária SA

Tatiele Silveira

Tatiele Silveira, eleita a melhor técnica do último Campeonato Brasileiro, nos presenteou com uma verdadeira aula de futebol. A profissional gaúcha que tem como referência Emily Lima e no masculino Pepe Guardiola, Mourinho, Klopp, Tite e Felipão, teve uma grande carreira como jogadora, mesmo período em que ser formou em Educação Física, e atualmente trabalha de forma excepcional à beira do campo. Licenciada pela CBF, especializada em Fut7 e Futsal, Tatiele treinou equipes nas três modalidades. A técnica – que é a prova viva que conhecimento esportivo não tem gênero – abordou que embora a modalidade tenha evoluído bastante desde que ainda atuava dentro de campo, o maior desafio é mostrar o valor das meninas para o grande público. Ainda que financeiramente exista melhora, mostrar o futebol feminino, cada vez com mais qualidade, é o objetivo principal, para que posteriormente, acabe de vez o que se via muito nos tempos em que ela própria jogava: a jornada dupla de trabalho para as atletas.

Durante o papo, Tatiele relembrou momentos marcantes de Grenais como jogadora e treinadora, sem esquecer de citar a finalíssima contra o Corinthians em 2019, mas fez questão de reviver as semifinais contra o Santos, fora de casa, quando, depois de uma derrota em casa por 2×1, sua equipe precisou reverter fora de casa um quadro que parecia irreversível. Só a vitória interessava para a equipe da Ferroviária que começara perdendo e teve que se desdobrar para alcançar a virada e confirmar a classificação nos pênaltis.

Apontando a importância da base e sua contribuição para o futebol feminino, Tatiele Silveira explicou de forma consistente o processo de  transição do futsal para o campo. Para ela, migrar do futsal para o campo é mais fácil que ao contrário, pois a intensidade do salão ajuda na rápida tomada de decisão e a partir daí produz uma boa vantagem competitiva para quem jamais atuou em quadra. Outro ponto interessante no diálogo, foi sua declaração acerca do processo natural de transferência das jogadoras do futsal para o campo que ocorre por conta da maior gama de oportunidades nessa modalidade que cresce vertiginosamente. Todavia, segundo a mesma, o futsal também teve o seu avanço. A especialista declarou que o Fut7 atualmente está muito organizado sendo esta uma nova oportunidade muito interessante de atuação que se encontra em franca evolução.

A professora encerrou falando sobre o Departamento de Desenvolvimento Humano da Ferrinha, dando grande ênfase à importância da parte psicológica e mental das jogadoras, tal como uma liderança humanitária da sua parte. Mais uma vez, demonstrando todo seu traquejo e domínio perante a função de treinadora, seu conselho para as futuras líderes foi sobre a necessidade de aliar teoria e prática, buscando observar o cotidiano das técnicas, procurando estágio, projetos de bairros e trabalhos voluntários, visando expandir seus horizontes e aprimorá-los até que seja possível adquirir um estilo próprio.

Edição: André Chagas / Fernanda Barros – @turbilhaofeminino 

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