Foto: Mônia Cris

Na última terça-feira (09/06), conversamos com a goleira das Leoas da Serra na live do Turbilhão. De forma leve e agradável, a atleta demonstrou vasto conhecimento acerca do mundo da bola e contou sobre a sua trajetória, inspirações e momentos marcantes. Confira a seguir um pouco da nossa interação com a jogadora.

Agradecendo pela visibilidade dada ao futsal feminino, a atleta contou um pouco sobre o seu início de carreira em Sorocaba (SP), quando a mesma passou a treinar de forma mais intensa quando tinha 16 anos, aprendendo a entender de fato o ofício de goleira. Regiane, até então, treinava no futsal e no campo (gol e na linha), sendo o treinamento debaixo das traves no campo, uma atividade auxiliar. A jogadora já teve propostas no futebol de campo, onde atua normalmente na linha, mas nunca seguiu, sendo no gol do salão sua maior afinidade, independente do nível de repercussão das duas modalidades femininas.

“O feminino em geral está abaixo do que deveria. O masculino está bem avançado, mas com essa (regra) do masculino que para disputar a libertadores teria que ter um feminino no campo, ajudou. Acho que ninguém queria que fosse dessa forma, meio que na força, para eles darem alguma oportunidade pra gente aparecer. Mas, já que foi, acredito que vai aumentar ainda mais.”

Com muita clareza, a atleta abordou sobre as diferenças no âmbito esportivo que envolvem homens e mulheres, trazendo o debate também para a realidade do que se passa no cenário do futsal brasileiro:

  “O feminino (futsal), infelizmente está bem atrás. Não sei se existe um órgão ou algo que possa empurrar o futsal feminino junto ao masculino igual foi no campo. Talvez, uma liga nacional, por exemplo: os times masculinos que jogam a liga teriam que ter um feminino. Daria muito mais espaço e oportunidade para o futsal feminino aparecer, porque, na minha opinião, o que falta para seu crescimento, é oportunidade. Ainda tem um pouco de preconceito”

Além do debate referente ao potencial de crescimento do esporte, sobretudo a constante luta das partes envolvidas e apontar um ponto interessante acerca da plasticidade do desporto feminino que, em geral, não se condiciona de forma, quase que exclusiva, da força; a arqueira da equipe catarinense, que lamentou bastante sobre o efeito da pandemia no recheado calendário de 2020, relembrou os seguintes momentos marcantes: a difícil adaptação na sua chegada a São Paulo em 2010 vindo do interior, a convocação para a Seleção Paulista na sequência, que trouxe a confiança necessária para seguir e o  título dos Jogos Abertos.

Fazendo um balanço da atual temporada, na qual a jogadora chegou a Santa Catarina, Regiane foi toda elogios a estrutura, acima das expectativas, das Leoas da Serra que propiciou uma grande preparação ao elenco. A atleta acredita que nunca esteve tão bem, física e psicologicamente, e segue treinando todos os dias em casa.

Dando grande ênfase à importância da base no futsal feminino, nossa entrevistada mandou alguns recados para as futuras atletas: “acreditem sempre no sonho de vocês, sejam sempre profissionais”. Por fim, entendendo a conjuntura atual, pediu: “fiquem em casa”.

Edição: André Chagas / Fernanda Barros – @turbilhaofeminino 

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