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@resenhanarede

Durante a pandemia, muitos questionamentos surgiram em relação a “sobrevivência” dos times de futebol feminino. Na série A1, alguns clubes conseguiram manter o salário das atletas, da comissão e dos demais funcionários. Todavia, algumas equipes seguem com atraso nos salários devido a alguns problemas com patrocinadores.

O Vitória, representante baiano do futebol feminino na série A1, passou por uma situação que causou muitas polêmicas. O valor destinado pela CBF a equipe feminina, foi utilizado para outras finalidades, mais precisamente com a equipe masculina. Com isso, as atletas do clube ficaram sem receber o pagamento desde o início da pandemia.

A equipe do Resenha na Rede entrou em contato com outros clubes para saber como está a situação financeira das equipes e como tem sido o apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Iranduba

De acordo com o diretor de futebol do Iranduba, Lauro Tentardini, a equipe está com quatro meses de salários atrasados, por inadimplência do patrocinador do clube.

“Nós não negociamos nenhum tipo de redução salarial com as atletas, mas não é segredo pra ninguém, nós temos quatro meses de salários atrasados, isso porque o patrocinador alega que pagou em cripto moeda e são cripto moedas que não têm valor, então é uma inadimplência, não foi cumprido o combinado, que essa moeda estaria no mercado 30 de março para ser trocada, com isso nós temos esse débito” afirmou Lauro ao Resenha na Rede.

Ele reconhece que a CBF vem fazendo um bom trabalho, mas acredita que não seja o momento para retorno do futebol feminino. A retomada dos jogos provavelmente será de portões fechados, o que acaba não trazendo renda de torcida ao clube nos jogos em casa. Além disso, o diretor afirma que recebeu os R$ 120 mil da Confederação, mas que de certa forma, as equipes ainda precisam de um apoio maior.

“Nós não temos cotas como os times da série A, que ganham milhões para participar do Campeonato Brasileiro, ganhamos 15 mil, que não dá para pagar a passagem para todas as meninas virem pra Manaus. Então, embora eu reconheça que a administração atual da CBF, do Rogério Caboclo, tem dado atenção ao feminino, tem melhorado constantemente, nós fazemos um apelo”, completou ele.

Santos e Palmeiras

A Assessoria dos dois clubes informou que as equipes seguem mantendo o salário integral de suas atletas, comissão e demais funcionários. Segundo eles, não houve nenhum corte salarial ou de funcionários. E ambos seguem com medidas de segurança para saúde de sua equipe. Além disso, o valor destinado pela CBF foi completamente repassado ao Departamento de Futebol Feminino.

Grêmio

A situação da equipe gaúcha é semelhante a dos dois clubes citados anteriormente, todavia, o clube contou com a medida provisória do governo para que suas atletas e toda a equipe do departamento feminino não tivessem uma grande perda no salário.  De acordo com o Coordenador Geral, Álvaro Prange, toda a modalidade feminina (atletas, comissão e funcionários) teve apenas 25% do salário reduzido.

“Mesmo os maiores salários, que com a ajuda da parte do governo e parte do Grêmio daria menos de 25%, o Grêmio complementou adicionalmente para que ninguém tenha uma perda maior do que os 25%”, afirmou Álvaro.

O clube não teve nenhum desligamento durante a pandemia e estão aguardando os protocolos da CBF para retomar as atividades no centro de treinamento. Álvaro acredita que o apoio financeiro da CBF mostra que o Futebol Feminino vem ganhando espaço e um novo olhar.

O Brasileiro Feminino A1 tem retorno previsto para o dia 26 de agosto e término no dia 6 de dezembro de 2020. A competição havia sido disputada até a metade da quinta rodada.

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