Direto do E.C Iranduba, Thalita conta sua história para o quadro Sócia Atleta

Foto: Acervo Pessoal - Thalita Araújo

Natural da cidade de São Paulo, Thalita Araújo é a entrevistada deste sábado (11) do quadro Sócia Atleta. A atleta, de 26 anos, foi anunciada esta semana pelo E.C Iranduba, que vai disputar a séria A1 do Brasileiro 2020, o último clube de Thalita foi o Tiradentes-PI.

Assim como aconteceu com muitas das jogadoras que passaram pelo quadro de entrevistas, Thalita descobriu sua paixão pelo futebol desde cedo, “meu professor de educação física, Marcos que descobriu minha paixão. Eu sempre amei esportes, e jogava mais como diversão. Um dia ele me chamou para jogar pela escola nos campeonatos e daí nasceu a paixão, isso com 5 para 6 anos”, relembra a lateral.

Atualmente na lateral direita, Thalita sempre foi meia, “quando cheguei na Portuguesa, em 2016, o Prisco (técnico) precisando de lateral me adaptou ali e depois não saí mais., mas joguei na esquerda também”, completa Thalita.

Thalita Araújo começou no Clube Atlético Juventus (SP), após a treinadora  Magali vê-la jogar um interestadual, de lá, ela seguiu para o Sesi-São Paulo (equipe de futsal), depois retornou para o campo, quando vestiu a camisa dos clubes: Santo André-Palmeiras, Centro Olímpico, Santo André, Portuguesa e Tiradentes, de lá foi transferida para o Esporte Clube Iranduba.

Quando o assunto é “desafio em ser jogadora de futebol, ela declara: “são tantos desafios nessa jornada que fica difícil falar apenas um, mas acho que a falta de incentivo a modalidade é o que pesa mais. Hoje em dia, temos times com mais estrutura, mas mesmo assim fica muito desigual. E você vê a diferença dentro de campo muitas vezes”.

Foto: José Elziney Santos

Apesar dos desafios, ela reconhece e vê de forma positiva o crescimento da modalidade, “vejo com bons olhos. Para nós que já estamos na estrada há um bom tempo, esse evolução, à vontade das pessoas em querer saber, participar e ir aos estádios é muito legal, gratificante. Claro que temos muito o que evoluir, mas é muito bom ver que hoje em dia o futebol feminino no Brasil já consegue quebrar muitos preconceitos”.

Além dos desafios da profissão, em 2019 a atleta precisou lidar com outra complicação: “tive que lidar com a perda da minha mãe. Pensei em parar de jogar, mas o time do Tiradentes-PI me “resgatou” digamos assim, sou MUITO grata a eles por terem me abraçado. Foi um ano de muito aprendizado e conseguimos manter o feito de sermos campeões pelo 5º ano consecutivo do Campeonato Estadual. Foi uma alegria imensa acabar um ano assim, particularmente para mim, um divisor de águas”.

Para a temporada de 2020 a expectativa da lateral Thalita é a melhor de todas: “fiquei muito feliz e honrada com o convite do Lauro, Diretor do Iranduba. Espero que seja um ano de grandes conquistas pra nós. Sabemos o patamar que a série A1 pode alcançar este ano. E espero poder contribuir para que o Iranduba vá longe no campeonato” finaliza a atleta.

 

*Texto: Fernanda Barros (@turbilhaofeminino)

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