Foto: Acervo Pessoal - Naara Vilares

Estamos chegando ao fim de maio, mês no qual brindamos nossos leitores com depoimentos emocionantes das mamães das jogadoras semanalmente. Portanto, finalizando o período, vamos a nossa última carta aberta. Dona Naara Vilares, mãe da jogadora Aline do Tenerife (ESP) e Seleção Brasileira, nos deu a honra de encerramos nosso especial com chave de ouro. Confira!

Lili,

Desde sempre, você foi muito ativa e gostou de esportes. Praticou vários, mas o mais acessível e o que mais permitia interação com os amigos era o futebol. Lembro que jogava com os meninos de igual pra igual e, com isso, o gosto pelo esporte foi só aumentando! 

Quando você quis entrar em uma escolinha de futebol, morávamos perto de um complexo esportivo, o Careca Sport Center aqui em Campinas, e daí, você começou a treinar lá junto aos meninos.  Me lembro que tinha duas ou três meninas e você, Lili, levava os treinos muito a sério. Quando você completou 12 anos, nós descobrimos que no Guarani tinha futebol feminino e recordo-me do seu super entusiasmo. Fez o teste e passou de primeira! Ficou jogando lá até os 17 anos e depois foi para os EUA, estudar e jogar na Universidade Central da Flórida, em Orlando, onde ganhou bolsa integral e jogou na liga universitária, até se graduar. Na UCF você cresceu muito profissionalmente e individualmente também, Aline.

Ah, foram vários momentos incríveis no futebol!  Me lembro quando, ainda jogando no Guarani, eu ia assistir aos jogos (principalmente futsal) e ficava toda orgulhosa, pois as pessoas faziam muitos comentários sobre como você jogava bem. Isso realmente me enchia de orgulho! Depois, na UCF, eu acompanhava os jogos pela internet e vibrava muito, cada homenagem que ela recebia (e foram muitas!) me deixavam muito feliz!  Depois, na UCLA, onde você foi trabalhar como treinadora de goleiros, ver a admiração das pessoas pelo seu trabalho era motivo de muito orgulho também. Posteriormente, na Seleção Feminina, muitas emoções!!rs  Mas houve momentos difíceis também…Vida de atleta não é fácil, muito sacrifício, lesões, cirurgias e saudade; então foram muitos momentos complicados. Mas, todos superados com paciência, oração e muito amor!

Acredito que a família é a base de tudo e quando se tem o apoio da família, tudo fica mais fácil, mais leve. No entanto, sem o esforço individual, disciplina e dedicação; de nada adianta nosso apoio familiar.

Filha, eu te admiro muito! Sua determinação, sua garra, sua vontade de superar seus limites, sua integridade, seu senso de justiça (desde pequena, quando defendia os mais fracos no colégio), seu amor pela natureza e pelos animais, sua dedicação à família e sua busca incansável por se aprimorar. Eu te amo infinitamente e estarei sempre ao seu lado para o que você precisar.

Para todos que lêem essa carta aberta um recado: o esporte muda vidas, isso é inegável. Independente se seu filho vai virar profissional ou não, o importante é praticar esportes. Se sua filha gosta de futebol, incentive-a. Se seu filho gosta de dança, incentive-o, e caso o seu filho não goste de esportes, como é o caso da minha caçula (que quer ser atriz, desde pequena), incentive-o a ser o que ele quiser, porque o importante é ser feliz! Quando se faz o que gosta, se faz bem!!

(Dona Naara Vilares – Mãe da Jogadora Aline)

É com essa aula de tolerância e respeito à diversidade dos indivíduos enquanto seres sociais e de pleno acordo com a mensagem proferida por Dona Naara, que a equipe do Turbilhão Feminino no Futebol encerra a publicação especial dedicada as mães. Nosso papel enquanto veículo de comunicação, além de informar e incentivar a modalidade é fomentar a liberdade combatendo qualquer forma de preconceito.

Colaboração: André Chagas / Fernanda Barros – @turbilhaofeminino 

parceiro oficial

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