Foto: @toquefemenino

Atualmente defendendo as cores do Minas Icesp-DF, Steffani Torres é natural da cidade de Iquitos (Peru): “é uma cidade que pertence a selva peruana, uma cidade quente e muito linda. Mas aos 3 anos mais ou menos fui morar em outra cidade com a minha família, vivi minha infância e um pouco da minha adolescência e foi aí onde comecei a jogar bola”.

Steff, como é conhecida, começou em uma escolinha junto com outros meninos, a ‘La Coruña’, “comecei jogar pela escola onde eu estudava, fui campeã nacional da categoria escolar Sub-14, depois disso um time da capital de Lima, o Real Maracaná, me viu jogar e me levou, eu tinha uns 16 anos e joguei por 6 anos”, relembra a atleta.

Em 2014 a peruana se mudou para o Brasil. Seu primeiro clube foi a Portuguesa (SP), na época jogou os campeonatos Brasileiro A1 e Paulista, em 2016/2017 jogou pelo Taubaté (SP) e em 2018 defendeu as cores do Embu das Artes nas competições Paulista e Brasileiro A2, “no fim de 2018 voltei para meu país e em 2019 joguei pelo Universitário de Deportes onde conseguimos ser campeã nacional”, completa.

A atleta conta que começou jogando no meio campo: “quando o esquema era o 4-4-2 eu atuava em um “extremo” do meio, ou seja, pelo lado direito ou esquerdo, algumas vezes, embora muito difícil, no meio mesmo. Agora minha posição é atacante, em um esquema 4-4-2 ou 4-3-3, eu jogo como ponta”.

Foto: Acervo Pessoal – Steff Torres

Futebol Brasileiro

Experiente e com passagens pelo futebol peruano e brasileiro, a jogadora Steff Torres afirma que precisou de um quase 6 meses para se adaptar ao futebol brasileiro, “o futebol daqui é totalmente diferente do peruano, também tive que me adaptar as questões físicas, clima e também ao idioma”.

Seu maior desafio? A adaptação na parte física: “aqui se treina todos os dias. Na Portuguesa, por exemplo, treinávamos dois períodos, no Peru é totalmente diferente, o futebol lá não é profissional,  treinávamos apenas três vezes por semana, era muito complicado”.

Foto: @alejandrorojasreategui

Seleção Peruana

Seu maior sonho era jogar na Seleção Peruana e aos 27 anos, Steff viu este sonho se tornar realidade, quando foi convocada pela primeira vez para os jogos Pan-americanos.

“Graças a Deus pude fazer parte do elenco que jogou a competição, foi a primeira participação da seleção e tive a chance de ser autora dos dois gols, um contra a Costa Rica e outro contra o Panamá. Foi uma experiência muito linda, sensação de felicidade e que acrescentou muito na minha vida profissional”.

Temporada 2019 x Expectativa 2020

A temporada 2019 para a atleta foi uma das melhores. “A começar pela Seleção Peruana, Pan-americano, que fizemos uma bela participação”, mesmo diante das dificuldades e falta de apoio a Seleção fez um bom campeonato, “nos sacrificamos muito nos jogos, foi um ano que marcou muito na minha vida esportiva”, ressalta a atleta.

Para a temporada 2020 a missão é fazer um belo campeonato com o Minas Icesp-DF e ficar entre os quatro primeiros colocados do Brasileiro A1: “quero entregar para a equipe todo o futebol que eu tenho. Sei que é um campeonato difícil, porque todos os times são reforçados, tem boas jogadoras, mas eu acredito no time que a gente tem, com jogadoras de qualidade. Então acho que vai ser “tal para qual” e vamos bater de igual para igual com os times e a meta da gente é ficar entre os quatro primeiros, fazer um belo campeonato e quem sabe, se Deus permitir, ser campeãs”, finaliza a atleta Steff Torres.

Vale lembrar que a próxima missão do clube brasiliense é contra o Flamengo, dentro de casa, no domingo (1º), às 16h, no Estádio Bezerrão.

*Edição: Fernanda Barros / @turbilhaofeminino

 

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