Natural de Guararema (SP), Pâmela Dutra, que sempre morou em Jacareí, atualmente defende as cores do Foz Cataratas (time de futebol feminino do Paraná). A atleta bateu um papo super especial sobre sua trajetória, momentos marcantes e como tem sido sua preparação durante o período da quarentena. Confira a primeira da semana do nosso quadro: Sócia Atleta!

Turbilhão Feminino – Trajetória no futebol.
Pâmela Dutra – O interesse começou quando pequena, indo atrás do meu irmão para poder jogar nas ruas. Comecei a jogar futsal por Jacareí e logo depois fiz um teste no time de São José, conhecido como Atleta cidadão, entrei no time e fiquei durante 7 anos, onde atuei da Sub-15 até a equipe principal. Logo, depois fui para a Ponte Preta, fiquei durante a temporada de 2018 e nesse mesmo ano fui convidada para representar o Audax na Libertadores. Em 2019 recebi a ligação da coordenadora do Cruzeiro, Bárbara Fonseca, que me fez a proposta para representar o time durante a temporada, e conquistamos o Vice Campeonato Brasileiro A2 além do título invicto do Campeonato Mineiro. E agora, na temporada 2020 estou representando o Foz cataratas na busca pelo acesso à elite do futebol feminino.

TFF – Qual é a sua posição atualmente? Sempre atuou na mesma? Qual é o maior desafio nesse setor?
PD – Como de costume, comecei como atacante. Muitas vezes por necessidade fiz outras posições, assim fui descobrindo outras características e a paixão por jogar no meio de campo. Jogo de volante e tenho como um dos maiores desafios, destruir jogadas adversárias e construir jogadas de maneira eficaz para prover as minhas companheiras.

TFF – Momentos marcantes.
PD – Final da copa do Brasil pelo São José em 2016.
Jogo de classificação para as quartas de finais com a Ponte Preta no brasileiro A1 em 2018, um dos jogos mais emocionantes que tive até hoje. Libertadores 2018. Vice Campeonato Brasileiro A2 e a final do Campeonato Mineiro, sem dúvidas.

TFF – Balanço da temporada 2019
PD – Um ano de muito aprendizado, onde pude crescer muito no âmbito profissional e como pessoa. Me tornei uma atleta melhor com todos os desafios que tive ao longo da temporada. Não foi uma das melhores em questão de ritmo de jogo, tive poucas oportunidades. Mas, foi uma temporada produtiva e de conquistas com o Cruzeiro.

TFF – Balanço do início da temporada 2020
PD – 2020 começou com a promessa de ser um dos melhores anos do futebol feminino brasileiro. Nós atletas estávamos na expectativa para isso, sabíamos das dificuldades que enfrentaríamos e estávamos nos preparando a altura. Grandes equipes se formaram para a temporada, o que é algo maravilhoso. O resultado disso foi ter ótimos jogos logo no começo do Brasileiro A1. Particularmente estava bem ansiosa para atuar pelo Foz, infelizmente não pude jogar no primeiro jogo da A2 (questões burocráticas), o que me deixa ainda mais ansiosa para a volta das competições!

TFF – Como tem sido para manter a preparação física durante a quarentena?
PD –
É chato ter que treinar sem as companheiras, sem aquela intensidade de equipe e a motivação constante. Mas, estamos sabendo lidar, temos o suporte do nosso preparador físico que nos acompanha diariamente e estamos tentando manter a motivação mesmo distantes umas das outras. Temos que ser o mais profissional possível, para que não percamos o lastro físico e todo condicionamento que obtivemos na pré temporada.

Edição: André Chagas / Fernanda Barros / Mylla Cecília – @turbilhaofeminino 
Assessoria: WP Assessoria / @wp_assessoria
Gestão: Almeida Sport / @almeidasportoficial

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