Dilsinho Lima x Raul Medina “Falucho”, que brigaram pelo título latino dos Mosca Ligeiro da Organização Mundial de Boxe. Dilsinho Faturou o título. Foto: Arquivo Pessoal

Quem mora no município de Lauro de Freitas e ver um baixinho entrando nas academias espalhadas na cidade muitas vezes não imagina que está diante de uma lenda do boxe brasileiro e baiano, trata-se de Edílson Lima, 36 anos, mais conhecido nos ringues como Dilsinho Lima. O pugilista tem no histórico um campeonato baiano (2004), um campeonato do boxe brasil (2005) , um brasileiro (2005) e o que mais o orgulha – o campeonato latino-americano (2006). Além de ter feito parte da seleção brasileira olímpica de boxe que disputou os jogos de Sidney (2000), na oportunidade esteve como reserva.

Dilsinho nasceu no Nordeste de Amaralina em Salvador, mas foi morar com 12 anos no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, onde hoje vive dando aula. Seja em academias ou como personal, quando se ouve o barulho de uma luva em um saco de boxe é quase uma certeza: “Dilsinho esta aí”. Suas aulas estão sempre cheias de pessoas querem aprender a nobre arte, como por aquelas que apenas querem conhecer o boxe como esporte. Mas o padrão da aula é o mesmo para todos alunos.

“Entrei no boxe com 14 anos, era muito fã do lendário boxeador mexicano Julio Cesar Chaves e não perdia uma luta dele, assistia muito e comecei a praticar o boxe em Lauro de Freitas. Estreei em 1994 no boxe amador, perdi no campeonato baiano e continuei lutando” revela Dilsinho ao Resenha na Rede.

Foi em 1999 que a vida do pugilista começou a mudar, quando foi contratado pela equipe do São Caetano (SP), indicado pelo treinador e primeiro medalhista olímpico no boxe (México) Servilho de Oliveira. Por lá ele ficou durante cinco anos e foi convocado para seleção brasileira de boxe. ” Em 2000 viajei para as olimpíadas de Sidney como reserva e tive a experiência de estar nos jogos olímpicos. E uma sensação incrível, pois é o sonho de todo atleta estar nas olimpíadas, confessa o boxeador.

Dilsinho retornou para Bahia em 2004 e se tornou lutador profissional. Foram quatro títulos atuando na categoria mosca ligeiro, na qual, foi campeão latino-americano lutando contra o argentino Raul Medina “Falucho”.

“Cheguei a ser o sexto melhor do mundo na minha categoria, pela WBO – World Boxing  Organization – . Fiz fiz 24 lutas, com 24 vitórias, sendo 16 por nocaute.

Dilsinho Lima x Raul Medina “Falucho”, que brigaram pelo título latino dos Mosca Ligeiro da Organização Mundial de Boxe. Dilsinho Faturou o título. Foto: Arquivo Pessoal

Agora como treinador Dilsinho diz que falta incentivo ao esporte da cidade de Lauro de Freitas, ele acredita que o município é um celeiro de bons atletas precisando de oportunidade. “Aqui em Lauro de Freitas era para ter um centro de boxe, aqui tem muito talento, a prefeitura tem que acreditar na potência dos atletas do município. Depois que virei treinador fiz uma atleta bicampeã baiana de boxe (2010 e 2011)”.

Um dos alunos do técnico revela o orgulho que tem por ser treinado e conseguido desenvolver a arte com o professor. “Conheci a uns sete anos atrás e estava procurando um lugar para treinar e quando vi a aula dele porque é um cara que se dedica muito ao esporte e tecnicamente é indiscutível o quanto ele conhece, não só na teoria como na prática. Ele ensina aos alunos a serem guerreiros na vida e posso dizer que sou um fã-amigo”, diz o aluno Rodrigo Veloso.

Dilsinho carrega com o orgulho o cinturão do campeonato latino-americano (2006), quando foi campeão da categoria mosca ligeiro. Foto: Arquivo Pessoal.

Dilsinho Lima acredita que Robson Conceição é o futuro do boxe brasileiro, tendo toda estrutura para se tornar campeão mundial.

“Ele (Robson) está sendo bem assessorado, em uma boa empresa e tem tudo para ir além. Gosta de treinar e faz um planejamento de carreira muito bom, está com quem sabe planejar a carreira dele e acredito que vamos ter um futuro campeão”.

Na oportunidade, Dilsinho diz que a Bahia revela muitos bons atletas. “O Estado que mais se aproxima é o Pará, mas a Bahia ganha todos os títulos aqui no Brasil. Pode-se dizer que faz um trabalho igual a Cuba, aqui não tinha campeão mundial, olímpico, pan-americano e hoje a gente pode bater no peito e dizer que tem Robson (olímpico), Popó (mundial), Kelson (vice pan-americano) e um campeão latino americano que sou eu”, afirma Dilsinho Lima.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Haaaaa,grande Dilsinho lima grande lenda ,técnica pura e inteligência,casca grossa (raçudo) e Grande treinador , parabéns Dilsinho ,e é isto mesmo a BA tem grandes meninos bons ,e em Lauro de Freitas ,e intinga (município) precisa de uma CT . Para preparar estes jovens que só querem uma oportunidade, de largar as ruas e ser um campeão e ser reconhecido nacionalmente e mundialmente .

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