De volta a presidência, Paulo Carneiro comemora o seu retorno. (Imagem / Twitter - ECV)

@Resenhanarede

A polêmica dos últimos dias em Salvador foram as entrevistas do presidente Paulo Carneiro para rádio Sociedade tratando sobre o futebol feminino. Duas porque, na tarde desta terça-feira (16), o presidente ligou para rádio e de forma exaltada passou a direcionar palavras fortes contra a bancada.

“Se eu me chatear, eu fecho o Vitória e não entra ninguém lá. Quem manda sou eu e acabou”, disparou o presidente do Rubro-Negro.

A celeuma se iniciou quando a Confederação Brasileira de Futebol repassou valores para auxiliar os times que possuem futebol feminino, algo em torno de R$120 mil. Dias antes, algumas jogadoras revelaram que estavam sem receber desde o inicio da pandemia e confirmaram que não receberam nenhum valor referente ao “auxílio CBF”. Paulo Carneiro entende que o dinheiro foi disponibilizado ao clube e poderia ser usado por qualquer departamento. Estando as finanças do futebol masculino em situação ruim, o gestor deu a entender que utilizou para atender as despesas do elenco profissional.

Explicado a confusão, cabe destacar que Paulo Carneiro é refratário a ideia de que o Vitória tenha um time de futebol feminino neste momento de crise. O presidente entende que o Rubro-negro teria mesmo era que sanar as dividas do futebol profissional e se dedicar exclusivamente ao futebol masculino, ao menos até que o time ganhe um fôlego financeiro.

Não é mais uma escolha

Mas o presidente do Vitória hoje esbarra em uma grande questão. Atualmente, a lei que ficou conhecida como Profut exige que os clubes que foram beneficiados com o parcelamento das dívidas, caso do Vitória, mantenham o futebol feminino. A lei fala em investimento mínimo para modalidade, não obriga, é verdade, que o clube mantenha atletas profissionais em competições nacionais.

Outra questão que o presidente não pode passar por cima, é que o Vitória hoje disputa a Série A1 do Futebol Feminino e caso o clube abandonasse o campeonato seria punido com a suspensão nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol e isso inclui o futebol masculino, conforme determina o Regulamento Geral de Competições da entidade.

Atualmente, as meninas estão na zona de rebaixamento da competição (15ª), mesmo rebaixadas, o clube não poderá abandonar a competição na próxima temporada. Assim como, caso suba para Série A, o Vitória mantém a obrigação de ter uma equipe de futebol feminino disputando os torneios da CBF. Portanto, o futebol feminino é uma realidade que Paulo Carneiro terá que administrar e ele tinha ciência disso quando se candidatou.

Colaborador: Osvaldo Barreto

parceiro oficial

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