Bahia: o momento é de Gilberto, ele fez por merecer

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

@Resenhanarede

O torcedor e a diretoria do Bahia precisam segurar um pouco a “onda” Fernandão e enaltecer ainda mais o ótimo trabalho feito pelo dono camisa 9 Tricolor: Gilberto ou Golberto, como é chamado por parte da torcida. E isso será de fundamental importância ao longo da temporada e, principalmente, para o bom ambiente dentro do Fazendão. Até porque ninguém gosta de ser injustiçado.  Essa ansiedade pela titularidade de F20 deve ser contida, até porque não será uma missão nada fácil.

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

A questão é: Gilberto chegou ao Bahia em junho de 2018 com a missão de resolver o problema da falta de gols do ataque, ou seja, se tornar o homem-gol do time. E ele o fez com excelência. Foram 15 gols em 29 jogos, entre Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Da mesma forma que terminou a temporada do ano passado, ele começou a deste ano: balançando as redes. Já são seis gols em cinco jogos.

A vinda de Fernandão se fez necessária, tanto pelos problemas enfrentados pelo time quando Gilberto não podia jogar, seja por contusão ou suspensão, – a equipe tinha enorme dificuldades em balançar as redes adversárias –, quanto pela necessidade da atual diretoria em apresentar um nome de peso, um ídolo da história recente do clube para agradar a torcida.

Antes mesmo de qualquer notícia sobre a chegada do camisa 20, vindo do futebol Árabe, o Golberto já estava “metendo” gol e resolvendo partidas. E isso merece ser respeitado e valorizado. Nesse ritmo, ele se tornará tão ou até mais ídolo do que Fernandão foi na passagem de 2013, quando marcou 18 gols em 41 partidas.

A necessidade de se ter esse “nome de peso” no time fez o Bahia e a comissão técnica cometer uma série de erros, entre eles a estreia precoce de Fernandão, de 31 anos. O centroavante não atuava há algum tempo por conta da morte do filho e chegou pedindo paciência para entrar em forma: pedido negado. Com pouco mais de uma semana de casa, ele estreou num Ba-Vi. Clássico complicado, com o time jogando em casa e precisando mostrar superioridade.

Fernandão em treino (Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia)

O resultado não poderia ser outro. O jogador pouco produziu. Fernandão não deveria nem ter ido para o banco. Essa é a real. Já que tem tratamento de ídolo, o ideal era esperar ele ficar 100% para estrear, até mesmo para não queima-lo com a torcida e porque não precisava de pressa, já que Gilberto tem dado show em campo.

E o camisa 9 tem se mostrado, além de matador, um verdadeiro “boa praça”, um gentleman. Ele fez questão de ir receber Fernandão, de cumprimentar, de se aproximar, de fazer amizade, de falar o tempo todo que os dois podem jogar juntos, se colocou à disposição para atuar pelas beiradas e, principalmente, fez a torcida enxergar os dois como parceiros e não rivais de posição.

O momento é de Gilberto e não há motivos para sequer questionar a titularidade dele. Quando tiver em forna, adaptado e com ritmo de jogo, talvez Fernandão seja uma ameaça para ele, talvez joguem juntos, talvez se tornem a melhor dupla de ataque de todos os tempos da história do Esquadrão. Mas o momento é de Gilberto e isso deve ser respeitado. A torcida deve apoiar, pois ele fez por merecer.

 

Rafael Tiago Nunes
Sobre Rafael Tiago Nunes 49 Artigos
Editor e colunista. Jornalista e comentarista esportivo. Foi coordenador do Caderno de Esportes do Jornal Massa por oito anos, já foi repórter de esportes, cidade e economia do Jornal Massa. Foi repórter do Caderno 2 do jornal A Tarde e da Rádio Educadora. Atuou também como jornalista na Seinfra (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) e na OAB-BA (Ordem dos Advogados). É assessor de imprensa e sócio-diretor da Habemus Comunicação. Formado na Faculdade da Cidade do Salvador e especializado em jornalismo esportivo.

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