Bahia fica no empate e garante vaga nas oitavas da Sula

Foto: Ascom/Bahia.

@Resenhanarede

O Bahia chegou ao Uruguai com uma vantagem confortável e rapidamente ampliou sua margem de erro com gol de Zé Rafael. Tudo se encaminhava para que o Tricolor fizesse uma partida sem sustos no estádio Luis Trócolli mas a expulsão de Nilton no segundo tempo mudou toda a situação do jogo. O time que no primeiro tempo soube jogar com e sem a bola, no segundo sentiu o golpe da expulsão e sofreu pressão durante quase toda a primeira etapa.

O importante é que no fim das contas o Tricolor garantiu o seu grande objetivo que era a classificação inédita para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Agora o Bahia aguarda a definição do confronto entre Botafogo e Nacional-PAR para conhecer o seu adversário na próxima fase.

PRIMEIRO TEMPO

O Tricolor entrou aceso no campo. As primeiras investidas vieram do time do Cerro, mas o contra-ataque do Bahia estava preparado para aplicar um bote e foi assim que saiu o primeiro gol do Bahia. O time já havia ensaiado uma trama minutos antes quando Edigar Junio recebeu passe de Régis e tentou devolver para dentro da área mas parou na zaga. A bola sobrou no camisa 11 que, dentro da grande área, chutou fraquinho para defesa tranquila do goleiro uruguaio.

No lance seguinte Zé Rafael recebeu bola na esquerda, abriu para o meio e bateu fraquinho: a bola desviou e morreu dentro do gol uruguaio. 1 a 0 Bahia. Foi o primeiro gol do Bahia fora do Brasil em uma competição oficial. Só uma catástrofe tiraria o time baiano das oitavas de final já que o Cerro precisaria de quatro gols para reverter a vantagem.

No decorrer da primeira etapa aconteceram muitas faltas, mas poucos lances claros de gol. O Cerro explorava as bolas na área além de lances de bola parada, mas nada que assustasse muito o goleiro Anderson.

SEGUNDO TEMPO

O segundo tempo iniciou do jeito que terminou o primeiro: um deserto de ideias. O roteiro era aquele mesmo apresentado na primeira etapa onde o Bahia conseguia controlar o jogo sem a bola, mas cometia muitas faltas. Numa dessas Nilton recebeu o segundo cartão amarelo após uma falta inexistente próxima ao meio-campo e foi expulso. O relógio contava 15 minutos e isso significava que o tricolor teria que resistir ao Cerro por mais de meia hora.

Enderson Moreira imediatamente sacou Régis e promoveu a entrada de Elton. Logo em seu primeiro lance o camisa 17 recebeu uma bola na fogueira e o Cerro roubou a bola, que chegou aos pés de Paiva. Ele invadiu a área, deixou Tiago no chão e bateu no canto direito de Anderson. Era o empate da equipe uruguaia apenas um minuto após a expulsão de Nilton.

Aos 26 minutos o Bahia levou um grande susto. Após decida pela direita Franco Lopez bateu por baixo das pernas de Anderson e tirou tinta do gol. O Bahia claramente sentiu o combo da expulsão junto ao gol e começou a jogar de forma reativa, algo que o time não sabe fazer. Em um intervalo de 2 minutos o Bahia levou um gol, anulado pela arbitragem de forma correta por conta de impedimento, e contou com um milagre de Tiago que cortou um chute vindo da esquerda. Anderson já estava completamente vendido no lance e foi salvo pela cabeçada do camisa 3.

Enderson Moreira promoveu a entrada de Júnior Brumado no lugar de Edigar Junio como uma alternativa de força física, mas o Bahia seguiu sem conseguir puxar contra-ataques e rifou todas as bolas possíveis nas raras oportunidades que teve a posse durante a segunda etapa.

No fim das contas o Bahia resistiu ao assédio uruguaio até o fim da partida e carimbou seu passaporte entre os 16 melhores da “Sula”, um feito inédito na história do clube.

Osvaldo Barreto
Sobre Osvaldo Barreto 936 Artigos
Advogado. Estudante de Jornalismo (Estácio). Editor, colunista e repórter do Resenha na Rede. Apaixonado pela escrita e pelo Rubro-negro.

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