Bahia começa a ganhar a cara de Roger Machado

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

@Resenhanarede

Mesmo com apenas oito jogos à frente do Esporte Clube Bahia e sem uma inteira sequer para treinar até então, o técnico Roger Machado, aos poucos, já começa a aplicar seu estilo de jogo e seus conceitos de futebol no Tricolor. Algumas mudanças já são notórias, como a mudança no esquema de jogo, além da recuperação de alguns atletas, principamente nos quesito técnico e de autoestima.

Entre os legados deixados por Enderson Moreira estava a consistência defensiva do Bahia. Até mesmo por isso, Roger focou o  seu início de trabalho no setor ofensivo, que por algum tempo ganhou a alcunha de “arame liso”, “estéreo”, entre outros – na época de Enderson –, já que o time tinha a posse de bola e fazia questão de tê-la, porém não conseguia criar jogadas ofensivas de perigo e pouco a ameçava o gol adversário.

Ciente do fraco poderio de fogo do tricolor, Roger passou a jogar com os pontas invertdios – o canhoto Arthur foi para a direita e o destro Arthur Caíke foi para a esquerda, com liberdade de flutuar entre as linhas. Com essa mudança, o time passou a ter mais profundidade, já que os extremos abrem o corredor para os laterais. E aí está outra mudança importante, já que Nino e Moisés passaram a ter muito mais liberdade ofensiva.

De forma geral, Roger Machado colocou o time para ser mais vertical; incluiu no repertório uma variação na linha de marcação ofensiva, alta em alguns momentos, média em outros. Isso só para citar alguns aspectos. Ramires passou a ter uma função tática de suma importância. Quando o time está atacando, ele abre como um meia-dereita, com liberadade para infiltrar na área e também para cair pela ponta. Com isso, ele facilita as triangulações com Arthur e Nino. Quando o time está sendo atacado, o camisa 10 faz a cobertura de Nino, fechando uma linha de três com Gregore e Douglas Augusto.

Com as mudanças no esquema tático e nas movimentações das peças, é possível notar a evolução de atletas  como Arthur Caíke, que quando o time ataca, agora ele sobe como um segundo atacante e não mais com um ponta, o que fez subir o seu rendimento nas partidas. Quando o Bahia está sendo atacado, ele faz o corredor, acompanhando o lateral adversário, ajudando na marcação.

Outro que, mesmo ainda precisando melhor bastante para fazer valer a sua contratação, subiu de rendimento é o atacante Rogério. É notório como Roger conseguiu recuperar a autoestima dele, o que se reflete na confiança em tentar o um contra um nos jogos e chutes de média distância. Falta melhorar o condicionamento físico, já que com o esquema de Roger e a correria que o futebol brasileiro exige, é necessário que ele ajude na marcação, coisa que não tem conseguido.

A expectativa é de que o Bahia faça um bom jogo no próximo domingo, às 19h, na Arena da Baixada, contra o Athletico-PR. Isso, principalmente, porque pela primeira vez, desde que chegou ao Fazendão, Roger tem uma semana inteira para aplicar as suas ideias, corrigir erros do time e fazer as mexidas que aidna não teve tempo de testar. Ele tem feito treinos táticos intensos desde que o time se reapresentou na terça-feira. Seria a hora perfeita para conquistar os primeiros pontos fora de casa no Brasileirão.

 

Rafael Tiago Nunes
Sobre Rafael Tiago Nunes 167 Artigos
Editor, colunista e setorista do Bahia.

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