Bahia 2019: Dentro do projeto da direção, distante da vontade da nação

Foto: Felipe Oliveira/ECB.

@Resenhanarede

Vamos ser sinceros logo no inicio do texto: qual foi a sua expectativa para temporada do Tricolor em 2019? Para esse que vos escreve responder da forma mais verdadeira possível, é preciso lembrar o roteiro do primeiro semestre do Tricolor.

A primeira competição que o Bahia entrou em campo no ano foi a Copa do Nordeste, um empate em 1 a 1 contra o CRB. O Esquadrão foi eliminado da competição ainda na fase de grupos, após perder para o algoz Sampaio Corrêa, que ganhou o título da equipe baiana em 2018. O Tricolor foi o único time da Série A do Brasileiro a não avançar para o mata-mata do torneio. A segunda tarefa na temporada foi o Campeonato Baiano. Aqui o Bahia viveu momento de alegria, após levar o título do estadual. Contudo, é preciso recordar que a intenção da direção era utilizar o elenco sub-23 durante toda a competição. Uma série de tropeços logo no inicio, o que era planejamento foi jogado de lado e a equipe principal voltou a atuar no estadual.

O campeonato mais aguardado do primeiro semestre era a Sul-americana. Mas o Esquadrão não passou da primeira fase do torneio. O time foi eliminado para o desconhecido Liverpool de Montevideo. Foi um banho de água fria para direção, torcida elenco.

Após tropeços e desclassificações precoces, Enderson Moreira deu adeus ao Bahia e Roger chegou com toda pompa. O jovem técnico tem o “carimbo” de ser moderno, estudioso e era visto pelo diretor de futebol Diego Cerri como o profissional ideal para o Esquadrão dar o passo além. Com Roger, o Bahia foi campeão baiano e chegou as quartas de final da Copa do Brasil, sendo eliminado para o Grêmio.

A EXPECTATIVA AUMENTOU

Após um primeiro semestre de instabilidade, o inicio do trabalho de Roger no Bahia alimentou a expectativa da imprensa e da torcida. O time de Roger foi espetacular no primeiro turno do campeonato brasileiro, encerrando  na sétima colocação e 31 pontos conquistados. Mas veio o segundo turno. E o time de Roger apresentou uma característica comum aos últimos três trabalhos do treinador (Grêmio, Atlético-MG e Palmeiras), inícios arrasadores e perda de fôlego em momentos cruciais. Em todos os clubes em que passou, Roger Machado conseguiu aproveitamento de praticamente 60%, mas a longo prazo suas equipes ficam previsíveis dentro de campo.

O ano do Bahia foi aquém no primeiro semestre, o saldo foi colocado embaixo principalmente devido as eliminações da Copa do Nordeste e Sul-americana. Mas, assim como entende o presidente Guilherme Bellintani, entendo que o Brasileiro está dentro do planejamento do clube. O time ainda pode alcançar os 56 pontos, apesar dos oitos jogos sem vencer. Em 2018, encerrou na 11ª colocação e 48 pontos conquistados.

O projeto Bahia é a longo prazo. Ficar decepcionado com a campanha do Brasileiro em 2019 não vale, é apenas querer antecipar etapas de um trabalho que vem sendo feito de forma correta e acima da média dos times nordestinos. A queda de desempenho do segundo turno deve ser revista pela comissão técnica e direção. Portanto, entendo que 2019 serviu para um bom aprendizado de como qualificar o projeto para 2020.

Colaborador: Osvaldo Barreto.

 

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