Foto: Federação Bahiana de Futebol

@resenhanarede

Com o início da pandemia do novo coronavírus, os times femininos, que já não possuem tanto apoio, precisaram se reinventar. Dentre esses clubes, está o Lusaca, que além de enfrentar os impactos do covid-19, passa por um processo de remontagem do elenco, tendo em vista o final da parceria com o Bahia em 2019. Neste processo, a direção encontrou uma forma de manter suas atletas em treinamento, mesmo em isolamento social.

Em julho de 2019, o Bahia divulgou o encerramento da parceria com o Lusaca, para assumir a gestão do futebol feminino por conta própria. De acordo com o diretor do Pantera Negra, Leon Ferreira, parceria começou após um pedido feito pelo Tricolor de aço, que não possuía jogadoras suficientes, assim, solicitaram o auxílio do clube de Dias D´Ávilla, que já vem há alguns anos com um trabalho de formação de atletas.

Em entrevista ao Resenha na Rede, o diretor conta como e porque se deu o fim da parceria com o Bahia, bem como, está sendo o processo de reconstrução.

“O término foi devido ao Bahia decidir seguir com o nome e criar um legado próprio. Ainda não somos um clube que tem contrato com suas atletas, pela falta de apoio, patrocínios e investimentos, por isso, tivemos que nos refazer pois todas as atletas e a comissão técnica ficaram no Bahia, mas a felicidade delas é a nossa felicidade. Temos um nome a zelar, temos a fama de maior formador e revelador de atletas no futebol feminino, e queremos manter”, disse Leon.

Os campeonatos e os treinos nos centros de treinamento foram pausados, mas as atletas não deixaram de treinar. A direção utiliza a plataforma Zoom, para desenvolver as atividades ao vivo para todas as categorias (Sub14, Sub16, Sub18, Sub20/Transição e Principal), com a comissão técnica em horários agendados.

O Lusaca é um clube que levanta diversas bandeiras sociais em prol de suas atletas e de sua equipe. Nas redes sociais o clube apoia movimentos contra o preconceito, seja ele racial ou de gênero. Recentemente, a assessoria divulgou no instagram que Sheilla Souza é a nova atleta transsexual do time, ainda não foi federada, mas a direção buscará essa federação para que ela seja a primeira atleta a jogar oficialmente no futebol feminino do Brasil. Leon considera o Lusaca como clube militante.

“Tudo o que é mais atingido pelo preconceito é a base, a coluna do Lusaca, que é formada por negros, mulheres e a orientação sexual das nossas atletas, por isso creio que elas estão no melhor lugar que é um clube militante, que luta por elas. Além disso criamos uma assessoria para fortalecer o empoderamento delas, crescer a vida delas tanto no esporte, quanto no profissional em outras áreas”, afirmou o diretor.

Colaboradora: Emilly Giffone

parceiro oficial

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