Aos poucos, o Bahia volta para a galeria dos gigantes

(Foto: Reprodução)

Eu gostaria de me apresentar aqui: Me chamo Cássio, sou mais um dos colaboradores do Resenha na Rede. Confesso que há tempos pensava em escrever uma coluna, mas precisava falar sobre algo que me enchesse de vontade de escrever. Acompanhando o final da temporada 2018 do futebol brasileiro, percebi que falar do ano do Bahia é a melhor maneira de debutar entre os colunistas. 

Em 2017, o Bahia voltava à elite do futebol cercado de desconfiança. Voltou no sufoco, na garra, na emoção; conseguindo a vaga na última rodada. Mas o torcedor tricolor já está acostumado com a emoção.  

O primeiro desafio da equipe no ano era a conquista do Estadual. Chegaram até a final, mas o torcedor teve que se contentar com o vice campeonato.  

Mas a Copa do Nordeste aguardava um capítulo especial no ano do Tricolor de Aço. Régis, artilheiro da equipe na competição, brilhou e comandou o time na conquista do maior torneio regional do país. Aquela conquista era só o prenúncio de que os tempos áureos estavam de volta.  

Festa do título de tri campeão da Copa do Nordeste, Bahia campeão. Partida entre Bahia x Sport, final da Copa do Nordeste de 2017. (Foto: Marcelo Malaquias/Framephoto)

Na Série A, um início turbulento. Guto Ferreira abandonou o barco logo no começo do campeonato. Chegou Jorginho, que de nada adiantou e só trouxe mais aflição ao torcedor do Bahia, que sabia o potencial da equipe e sonhava com algo maior no Brasileirão.  

Caiu Jorginho, veio a solução caseira. Preto Casagrande era o nome da vez, mas não durou muito. Quem seria o técnico ideal para fazer aquela máquina andar? Paulo César Carpegiani, técnico rodado e com bastante prestígio. Será que Carpegiani realmente faria aquela máquina andar? 

O Bahia de Carpegiani fez o mais pessimista dos tricolores vibrar e sonhar. A equipe que parecia mais uma vez brigar para não cair, traçou objetivos maiores e fez a camisa pesar. Claro, o elenco ajudou muito, mas a camisa do Bahia voltou a pesar como antes. Poderia ter ido à Libertadores, mas parou na Sul-Americana, que já era alguma coisa.  

2018 

Carpegiani não ficou; Guto voltou. Voltou sob reprovação de uns, com a aprovação de outros. Nunca foi unanimidade entre a torcida. Levou o Bahia, mais uma vez, até a final do Baianão e da Copa do Nordeste. O Estadual veio dentro do Barradão, com a torcida do Vitória sendo obrigada e engolir aquele momento. O Nordestão, que parecia tão perto, foi para o Sampaio Corrêa.  

Guto caiu, veio Enderson Moreira. Enderson Moreira precisava mostrar que sabia o tamanho do Bahia. O Bahia é gigante e preciasava de um treinador que quisesse fazer o Bahia ser novamente um gigante.  

A Sul-Americana, que rendeu ótimos momentos aos torcedores do Tricolor, vai ficar sempre marcada. A garra da equipe, que jogou e pensou como grande, valeu até mais que um título. A eliminação na Copa do Brasil, fazendo o Palmeiras se virar para conter o Tricolor, valeu tanto quanto um título. 

(Foto: Felipe Oliveira/ EC Bahia)

O Bahia precisa de uma coroação. Um clube do tamanho do Bahia, com tantas glórias, que ressurgiu das cinzas, quando tudo parecia acabado, merece uma conquista maior para mostrar que ainda é gigante e que pode sim trazer dor de cabeça para os outros clubes. Mas, aos poucos, o Bahia volta a ocupar sua posição de gigante do futebol brasileiro.  

Cássio Moreira
Sobre Cássio Moreira 118 Artigos
Estudante de Jornalismo (Estácio). Repórter futebol baiano.

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