De volta a presidência, Paulo Carneiro comemora o seu retorno. (Imagem / Twitter - ECV)
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O torcedor do Vitória que acompanha a vida política do clube ficou acostumado, entre os anos de 2017 e 2019, a ouvir a frase “amigos da ideia do jogo”, recheadas de críticas as gestões dos presidentes Carlos Falcão (2013 a 2015), Raimundo Viana (2015 a 2015), Ivã de Almeida (2017) e Ricardo David (2017 a 2019). Desses, três deixaram o Rubro-negro após renuncia (Falcão, Ivã e Ricardo) e um exerceu um mandato tampão (o “vovô Mundico”, Raimundo Viana). A medida que as sucessivas administrações tinham insucesso dentro de campo, os áudios do atual presidente ganhavam força nas redes sociais ele tentava se mostrar como a solução administrativa do Vitória a longo prazo.

Paulo voltou a presidência do clube eleito com 67,86% dos votos, 1474 votos. Durante a campanha recebeu a alcunha de “mito”pelos seus correligionários e foi carregado após a votação com gritos de “Paulo Carneiro voltou”. O sócio torcedor deu um claro voto de confiança ao presidente e demonstrou a insatisfação com o rumo que a equipe seguia dentro e fora de campo. Agora, ele estará na presidência do clube até 2022.

A volta de Paulo Carneiro aconteceu três dia antes do incio da Série B. De fato, o presidente teve pouco tempo hábil para montar uma equipe forte e disputar a competição. No elenco estavam jogadores contestados pela torcida e quando entrou no clube, Paulo Carneiro percebeu, de fato, a confusão administrativa e orçamentaria que o Vitória estava envolvido. O pneu foi sendo trocado ao longo do campeonato, o torcedor foi paciente e percebeu que o ano era de salvação.

Entre erros e acertos, Paulo Carneiro teve um grande trunfo em 2019, com salários e direitos de imagem atrasados, foi capaz de controlar o elenco. Por um momento, parecia que o time iria sucumbir, mas os jogadores acreditaram nas promessas do gestor e como dizem na gíria do futebol “fecharam com o presidente”. Como erros dentro de campo, o  Vitória teve o absurdo número de quatro treinadores ao longo da Série B: Claudio Tencati (março–maio), Osmar Loss (maio–agosto), Carlos Amadeu (agosto – setembro), Geninho (setembro – atual).

Todo período de conturbação foi entendido pelo torcedor, inclusive o sócio-torcedor prata, maltratado com a rápida ida para Arena Fonte Nova. Mas 2020 é o ano da mudança prometida nos áudios “dos amigos da ideia do jogo”. Na próxima temporada, o dirigente precisa demonstrar que de fato se modernizou e que é a solução para o Vitória. Que o clube terá mais um ano de receita escassa é sabido nos quatro cantos do Barradão, mas é a hora do dito “mito” se utilizar do sobrenatural e buscar reinventar o Vitória administrativa e economicamente.

Colaborador: Osvaldo Barreto.

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