Foto: Grêmio HQ

Entrevistamos a jogadora Jissele Agnes do Grêmio. Gaúcha de nascimento, nossa convidada falou sobre a sua carreira, objetivos no futebol, além da sensação em vestir a camisa tricolor. Confira a seguir o depoimento da nossa superatleta, Guria Gremista de longa data!

Turbilhão Feminino – Qual é a sua cidade natal e como começou a relação com o futebol?
Jissele Agnes – Minha cidade natal é Porto Alegre. Comecei como a maioria das meninas, jogando em praças e no bairro com os vizinhos e parentes, acabei pegando gosto pelo esporte e mesmo praticando de tudo sempre tive mais afinidade pelo futebol.

TFF – Trajetória até chegar ao Grêmio.
JA – Aos 12 anos, comecei a praticar a modalidade em escolinhas do bairro. Mesmo sendo a única menina, já tinha consciência que precisava de uma visão mais técnica de um profissional. Foi difícil, inicialmente, pela dificuldade dos meninos e pais em aceitarem a presença de uma menina em um meio exclusivamente masculino, mas com o tempo fui conquistando meu lugar. Com 15 anos iniciei a minha trajetória no campo, dessa vez em uma escola unicamente para meninas: a escolinha do Grêmio no Bairro Cristal, clube pelo qual tenho a honra de representar até hoje.

TFF – Qual é a sua posição atualmente? Sempre atuou na mesma? Qual é o maior desafio nesse setor?
JA – Atualmente, eu jogo na lateral direita, mas atuo também como atacante ou meia. O maior desafio técnico dos laterais é ter a tranquilidade e técnica para sair jogando sob pressão.

TFF – Seleção Brasileira.
JA – Todas trabalhamos pensando na Seleção Brasileira, mas meu objetivo principal sempre é fazer um bom trabalho no clube e a seleção será consequência.

TFF – Qual a sensação de vestir a camisa de um grande clube como o Grêmio?
JA – Eu me sinto muito honrada pelo clube ter aberto as portas não apenas para a Jissele, atleta, mas para o futebol feminino. Este ano completo 10 anos vestindo essa camisa e todo jogo é sempre um orgulho e uma emoção diferente.

TFF – Balanço do início da temporada.
JA – Iniciamos a temporada antes dos demais clubes e vínhamos em uma crescente fisicamente. A equipe de 2020 é composta por muitas atletas renomadas do futebol brasileiro e a cada treino e  jogo, o time estava encaixando. Esta pausa, mesmo que necessária para a saúde de todos, acaba, de um modo geral, prejudicando as equipes. Atualmente, estamos em sexto na tabela e vamos continuar trabalhando para nos mantermos no topo.

TFF – Como tem sido manter a preparação física durante a parada?
JA – É normal que exista perda, pois muitas atletas não conseguem manter o ritmo que vínhamos treinando. Mas, estamos tendo acompanhamento multidisciplinar diário e recebendo sugestões de atividades adaptadas para a realidade de cada uma pela Preparadora Física. Seguimos realizando trabalho de prevenção de lesões com a Fisioterapeuta e recebendo orientações gerais com a Médica e Nutricionista, além de trabalhos táticos junto a Treinadora, o Auxiliar e o Analista.

Edição: André Chagas / Fernanda Barros – @turbilhaofemino

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