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As pessoas estão cada vez mais buscando cuidar do corpo e melhorar a estética. Nota-se uma grande procura por academias, esportes e dietas que tragam esse resultado. Mas até quando isso é saudável?

A nutricionista Juliana Cheto afirma que na sociedade existe um padrão de beleza que é o corpo magro, porém ressalta que é uma realidade as vezes distante da maioria das pessoas, dando enfoque nas mulheres e acrescentando que é grupo que mais sofre com essa ”ditadura do corpo perfeito”, termo usado por ela.

”As pessoas estão querendo ‘parecer’ em detimento de ‘ser’e não medem esforços nem as consequências para chegar no seu objetivo. Acabam vivendo em um ciclo vicioso de instatisfação corporal, privação de comida, frustração e tristeza, desejo pelo alimento ‘proibido’, um exemplo: ‘ Só posso comer isso hoje, amanhã preciso entrar no eixo’, e comem como se não houvesse amanhã, gerando sentimento de culpa e ganho de peso, levando a insatisfação corporal”, disse.

É importante cuidar da saúde, porém a busca pelo “corpo perfeito”, muitas vezes irreal, não é saudável, afirma Juliana. Além de viver em um ciclo vicioso de privação de comida, algumas optam por procedimentos estéticos que podem até trazer complicações para a saúde.

Juliana ressalta que a autoaceitação junto com o autoconhecimento pode ser essencial para que uma pessoa seja livre de ter que estar nos padrões para ser feliz, acrescenta que não adianta emagrecer primeiro para depois se amar.

”Você se ama, se conhece e em consequência passa a cuidar mais de você. Melhorando a alimentação, fazendo atividade física e cuidando da saúde mental. A partir disso o emagrecimento acontece sem pressão. A aceitação e o amor próprio são construções diárias. Haverão dias bons e dias ruins, o processo de desconstrução é longo, as vezes até doloroso, mas vale a pena. Quando você se aceita, você se liberta do peso de precisar que o outro te aceite e tudo fica mais leve, inclusive emagrecer”, afirma.

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