Foto: Natália Ramos

Natural de Capim Grosso, interior da Bahia, a meio campista Eddie, falou com o Turbilhão Feminino. Com muita simplicidade e simpatia, a jogadora que é considerada a “mestre da resenha”, foi uma das primeiras parceiras do nosso projeto. Ela que começou a jogar futebol desde pequena com os homens da família e sempre recebeu muito apoio dos mesmos, contou um pouco da sua história. Confira!

Turbilhão Feminino – Como começou a relação com o futebol?
EA – Desde novinha, meus irmãos sempre jogaram mas só um conseguiu sair para uma equipe de fora e mais forte (Catuense). Mas todos sempre jogaram em Capim Grosso mesmo, sempre arrasaram. Todos os jogos que eles participavam eu estava junto e eles sempre faziam questão disso. A mesma coisa eu falo do meu pai, todos os jogos que tinham ele me levava e assim fui gostando, pegando o gosto pelo esporte. Assim, passei a jogar. Essa é a realidade das mulheres que hoje jogam futebol, antes não tinha tanta menina pra jogar, nem time feminino, então a gente jogava com os meninos.

TFF – Como foi sua trajetória até chegar ao Bahia?
EA – Fiz um teste para jogar em Pernambuco, jogava futsal na época, e daí fui ganhando o mundo. Morei lá por um tempo e depois me mudei para São Paulo. Joguei estadual e Jogos Abertos pelo Atlético de Sorocaba, posteriormente fui para o Santos e disputei alguns campeonatos de futsal. As coisas foram indo, conquistei reconhecimento, fiz amizades, contatos, e assim prossegui sempre sabendo entrar e sair dos lugares. Só tenho a agradecer por tudo que vivi. Agradeço ao Djailton e ao Mário, quando passei por São Francisco do Conde, Thiaguinho do Flamengo de Feira, Walmir do Feira de Santana e Tinho do Jequié pelas oportunidades. Falo dessa galera toda da Bahia porque foi aqui que tudo começou. Passei por todos esses times até chegar ao Bahia, então eu tenho uma gratidão enorme, pois todos eles fazem parte da minha história.

TFF – Qual foi o seu momento mais marcante no futebol?
EA – São vários. Posso falar da final do Campeonato Baiano de 2019, pois foi um ano que passamos por muita coisa e tivemos que ir nos superando. O título foi um momento muito emocionante, ainda mais considerando que eu passei por lesão no joelho e depois na coluna tendo que ficar parada. Sofri muito por ter que ficar um certo tempo fora do campo recuperando. Então foi um momento muito marcante e gratificante, ainda mais da forma que foi, na Fonte Nova com muito apoio. Ficou gravado na minha carreira e na minha vida.

Edição: André Chagas / Fernanda Barros – @turbilhaofeminino 

 

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